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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ela subiu a serra



A história que vem agora trata de uma mulher aventureira, que queria subir uma serra sozinha. Pra dar seguimento a este feito, estava devidamente equipada para o surgimento de qualquer contratempo. Assim, seguiu com duas mochilas pesadas, mãos ocupadas e... pernas, muitas pernas pra dar aos quilômetros que precisaria percorrer.

Um grupo de amigos também seguia a mesma viagem. Porém, cada um com suas artimanhas pra tornar a caminhada mais confortável. Alguns de carro, moto, pouca bagagem, enfim, todos no mesmo movimento. Ela tinha a ideia fixa de seguir “sozinha”. Ou seja, em grupo, mas individualmente.

Sempre que alguém precisava de ajuda, ela tinha uma solução. Água, remédio, curativo, tudo. Também, com toda aquela bagagem, podia até montar um pronto socorro (rsrsrsrsrsrsrs). As pessoas pediam pra carregar suas malas, dar uma carona...tentavam ajudar de todas formas. Mas ela – com sorriso largo – dizia: - Tá tudo bem! Pode deixar. E se passavam mais uns metros...

A moça parecia mesmo satisfeita com o trajeto. Quando alguém passava por ela, acenava dizendo: - Nos encontramos lá em cima! Às vezes, cansada, parava um pouco. Recuperava as energias e seguia. Pensando consigo, comentava: - Tá cansativo, mas emocionante. Tô louca pra chegar lá em cima.




O verdadeiro objetivo dessa “viagem”, era dar a si mesma o direito de enfrentar as dificuldades com a própria força. Era mostrar pra ela mesma o potencial que tinha de vencer, ainda que sem ajuda. Muitas coisas refletiam esse momento pra ela. O desejo da moça “solitária” nada mais era do que chegar lá em cima. Não importasse o tamanho dos tropeços. O histórico de toda uma vida estava resumido naquele percurso. Cada passo representava um dia mal vivido. E seguia...com rumo certo. Esperando a hora do desabrochar de uma nova descoberta em torno de si mesma.

Algumas pessoas a viam como pessoa orgulhosa, por não pedir ajuda. Outras questionavam o tamanho da teimosia; havia também quem não acreditasse que seria capaz. E tinha aquelas que só admiraram a superação daquela mulher.
E enfim, acabou a caminhada! No topo da serra, ela olhou pra tudo aquilo e disse: -

Isso tudo aqui é meu! Valeu! Os ombros doloridos, mãos feridas, pés calejados, foram a prova de tudo aquilo que conseguiu fazer sozinha. Foi o verdadeiro sentido do potencial existente nela.
Sem fazer nenhuma menção ao individualismo despropositado, sentou-se junto aos amigos e deu graças por terem esperado por ela e estarem presentes num momento tão importante de sua vida. Onde se descobriu mais forte do que ela mesma.

E lá estava ela! Pronta pra outras...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Queijo com doce de banana?!



Sim, é com queijo coalho e doce de banana que um grupo de amigas “loucas” termina uma noite animada, acompanhada de muitas, muitas risadas...

Sair à noite com amigas é uma coisa muito interessante, apesar de ser considerado banalidade (já que todo mundo gosta de sair à noite). O engraçado é quando elas combinam de não dar importância à praticamente NADA e tudo se tornar uma grande festa, cheia de balões coloridos, gargalhadas infinitas, enfim, pura diversão. Ai, ai, ai...lá vai!!!!

E foi assim... Programa combinado, hora marcada, estratégia traçada e...MUNDOOOO: aguardem, elas estão chegando. kkkkkkkkkkkkkkkk

É mais que natural observar que, onde há mais de uma pessoa, há também características, personalidades que diferenciam uma da outra e, consequentemente, seja atrativo para outras pessoas. É assim que o grupo aumenta, fica ainda mais gostoso e, do mesmo modo, as coisas ficam mais movimentadas.



Tem sempre aquela pessoa mais reservada, a falante, a frágil, medrosa, saidinha, divertida, a palhaça...enfim, todas as características possíveis no mundo, são encontradas no meio do caminho. Isso faz muita diferença.

Então, são momentos onde os abraços são “FORTES”, quedas são engraçadas, pessoas são constantemente questionadas e chamadas ao debate, a criatividade vai lá em cima quando começamos a pensar umas sobre as outras; como deveria se comportar em tal momento, coisa e tal. Enfim, essas são algumas das poucas justificativas para tudo se tornar mais interessante do que parece; mais divertido do que se imagina. Amigos, colegas, parceiros, desconhecidos, todo mundo no mesmo movimento. Só pra trazer boas lembranças. E é assim, mais uma noite, recheada de lua e boas companhias.

P.S.: O queijo coalho com o doce caseiro de banana foi experiência nova (aprovada). Sobremesa pra encerrar a noite – que já trazia o dia (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Como nossos pais...



Quando somos jovens, sempre buscamos uma maneira de contrariar o “convencionalismo” dos nossos pais. Isso implica em dar com a testa bem no meio da parede na maioria das vezes. Ai, como fui boba. Hoje, tenho até vergonha de lembrar certas coisas que fiz justificando que era a favor da minha “liberdade de expressão”. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Porra nenhuma, era idiotice mesmo!!!

Aí, os pais, pra limitarem os problemas, dizem: “Quando você for mãe/pai, você decide o melhor pro seu filho à sua maneira”. Quem não lembra disso, hein?! Eu lembro muuuuuito bem.

Então eu cresci, jurando estar em plena condição de guiar toda minha vida sozinha. Ora, já passei por muitas coisas, aprendi muito, convivi com pessoas diferentes, me tornei mamãe, já sei me virar. KKKKKKKKKKKK Me virar, nada!!!!!!

Hoje, já adulta, com responsabilidades de gente grande de verdade, me dou conta que meus pais continuam sendo aqueles que sempre fizeram as melhores escolhas pra mim. Obviamente, que meus desejos sempre foram respeitados por eles (que são os melhores do mundo). Mas, mesmo assim, reconheço que só sei mais do que eles no que diz respeito à minha filha. Afinal, o curso é esse mesmo.

Acho que sei o que é melhor pra minha filha pelo simples fato de ser a MÃE dela. E julgo pela crença. Porque ela também pode pensar que sou completamente louca. Já os meus pais, continuam pensando que sabem o que é melhor pra mim. Porque sou mãe, mas nunca deixei de ser filha. E, pessoalmente, preciso expressar que eles estão cobertos de razão. Sim, porque o tanto de merda que já fiz nessa vida – pensando com a minha cabeça “madura” – não foi pouco, não. Eu assumo. Assumo mesmo!

E fica assim...é como eles que quero ser. É a eles que agradeço as melhores coisas da vida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aos meus queridos amigos!



Aos amigos desejo apenas tê-los comigo ao longo de toda a minha vida. São eles, os poucos grandes, que me motivam, exaltam, apóiam sempre. É por serem quem são, que quero nunca decepcioná-los. É pelas estórias que vivemos que quero sempre repeti-las. É só pelas vidas que temos em comum, que quero lembrá-los, através de alguns caracteres, do quanto os amo.

Em muitas ocasiões, de pesos diferentes, estive sempre ladeada por eles. Foram lágrimas, gargalhadas, tropeços, acertos, derrotas e vitórias. Amigos são aqueles que compartilhamos tudo. E meu TUDO não é pouco, não, viu? Kkkkkkk

Os nomes não são necessários, porque cada um sabe, sem medo de errar, onde estão. Aquele que sempre me ouve na hora do desespero. De madrugada, feriado, fim de semana... Aquele que sempre me acompanha nas horas difíceis – para todos os lugares onde fui, vou, irei... Aquele que sabe TUDO a meu respeito e tá sempre preparado pra saber MAIS... Aquele que aguenta até meus porres, me traz em casa, escuta as lamúrias da vida, contorna as gafes...(foram tantas) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Amigos são vocês, onde quer que estejam, lembram sempre de mim. Mesmo longe, fazem sinal de fumaça pra dizer que estão vivos. E estão mesmo! Meu coração bate forte por vocês. Amigos são vocês, que me entendem no olhar; no MSN (rsrsrsrsrsrsrsrs); no sumiço repentino; que perdoam a ausência; que não se limitam aos telefonemas não dados; que elogiam um passo certo; questionam o errado, sem receios, porque sabem que a gente se entende sempre.

Amigos são vocês que aconselham; pedem opinião; aceitam o sermão; não julgam nunca, não. É você aí, que sabe a importância que tem em minha vida. Na minha formação como ser humano e que me permite construir a tua vida junto com você. É você que me diz num sorriso como é bom sermos amigos. É você, que me deseja muitos anos de vida, pra que nossa amizade tenha todo esse tempo pra correr.

São as gaiolas lacradas de amor que damos uns aos outros. Disso, jamais esquecerei. Das lições que tiramos juntos...Do que nos tornamos juntos...
Como meu lema hoje em dia é: Dizer o quanto amo a quem amo enquanto viva. Digo a vocês: Eu os AMO DEMAIS! Desejo que me aguentem até o fim dos nossos dias, porque não suportaria acabá-los sem vocês.

P.S: Reitero que qualquer um que ler este singelo texto, saberá onde me toca.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sex and Love and Freedom



Sexo pode ser um tabu pra muitas pessoas. Mesmo sabendo que o mundo hoje gira em torno da sensualidade emanada de um ser pra outro, ainda gera conflitos familiares, sociais, enfim. Porém, é preciso entender que, como hoje em dia as pessoas vivem em busca de um par para a felicidade, é natural que o sexo seja incluído na lista de critérios. Porque amor lindo com transa ruim não combina mais.

Hoje em dia, é mais fácil procurar alguém que se encaixe em todos os sentidos com você, a ter a fantasia de que, mesmo com uma noite ruim, os dias serão perfeitos. Porque não serão mesmo! Com a facilidade em experimentar vários tipos de relações, as pessoas querem testar, além da educação, inteligência, bom gosto, carinho, e todas essas coisas bonitas de um romance, o sexo.

E por que não?! Se a partir da liberdade sexual, até as mulheres puderam se entregar aos desejos carnais? Claro que isso influi muito. Hoje em dia, se a mulher não estiver satisfeita na cama, não vai procurar um garoto de programa e, sim, um novo companheiro. Não estou defendendo a promiscuidade, mas a liberdade de escolha para a felicidade de cada um.

O sexo começa quando você conhece alguém. Essa pessoa mostra que está interessada em você e vice-versa. Então, vocês começam a conversar, trocar ideias e perceber pontos em comum. Depois dançam, bebem, comem, riem e continuam se dando bem. A pergunta que não para de martelar na cabeça de nenhum dos dois é: “Será que vai rolar hoje?” O quê? O sexo, claro! Em alguns casos, rola rápido, outros deixam para os próximos encontros.

Quando rola no primeiro, se for bom, eles irão se ver outras vezes. Se for ruim, já é suficiente para deixar pra lá e só procurar de novo quando não tiver outras opções. Se já aconteceu comigo? Claro! Em alguns casos, nem cheguei ao fim dos testes, porque durante a conversa, a dança, a bebida...já senti vontade de vomitar. Então, prefiri parar por ali. Bom, mas também já rolou legal, e a noite foi maravilhosa.

Não quero defender as relações de cortesia, mas dizer que hoje em dia os casamentos podem durar mais tempo felizes que os de antes. E quem me disser que, em pleno século 21, casa obrigado, vai levar um tapa no bumbum. Porque podemos desfrutar de todas as vantagens dos futuros eternos companheiros, antes mesmo de festejar o Natal em família.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Que tal viver a vida?!


Pois é, a nova novela das 21h da Rede Globo nos apresenta mais uma das muitas histórias recheadas de “vida real” do autor Manoel Carlos. Sabemos que o enfoque dos folhetins do autor são assuntos de relevância a serem debatidos em casa, trabalho, escolas, enfim. No momento, o assunto é a modelo, Luciana, que após sofrer um acidente, vê-se tetraplégica em pleno decolar de sua carreira. Muito difícil discutir sobre. Afinal, existem visões bastante diferentes sobre como lidar com essa situação. Percebemos isso na novela. A mãe se comporta de uma forma, alguns amigos de outra, pai, namorado, irmãs, e coisa e tal.

O que, na verdade, me chamou a atenção, foi a maneira como a qualidade de vida da personagem é abordada. Entendo que todas as pessoas naquela situação, tenham que passar pelos processos de adaptação, que começam com a aceitação daquilo tudo, o medo do preconceito, a sensação de invalidez, tudo que assistimos a Luciana passar. Até aí, tudo bem, a estória foi bem desenrolada.

Só começo os questionamentos no tocante ao dia-a-dia de uma pessoa tetraplégica. Ora, sou brasileira, mãe de uma criança que nasceu com necessidades especiais – por isso é dependente de cadeira de rodas para locomoção – também conheço casos parecidos e sei bem que a coisa não funciona tão “bonitinha” como mostra a novela. Por que digo “bonitinha”? Vou explicar...

Não é a realidade da maioria das pessoas na condição de tetraplégica que tem uma família com condições financeiras de adaptar a casa onde mora pra receber o ente; não é a realidade dessas pessoas terem motoristas à postos para levá-las aos médicos e passeios; não é a realidade da maioria dessas pessoas terem um carro onde a cadeira de rodas pode ser levada sem precisar maiores esforços; não é a realidade dessas pessoas que enfermeiros e terapeutas estejam à disposição para os cuidados e o avanço dos pacientes; não é a realidade dessas pessoas que a única preocupação seja como elas vão descer a escada do apartamento cobertura para jantar com a família; não é a realidade dessas pessoas que elas possam escolher morar numa mansão que oferece maior conforto para elas, entre outras coisas.

Entendo, claro, que a novela serve pra chamar o debate. Não é necessária a exploração de um sofrimento excessivo porque isso iria, talvez até, diminuir a audiência. Só é seguida porque é novela. E em novela, no final, tudo tem que dar certo. Mas acho que preciso comentar o que é fato diante dos meus olhos. Nada pode ser tão trágico que chegue a ser bonito. Claro que toda tragédia traz lições (sei disso muito bem), são tristezas e alegrias; lágrimas e sorrisos; perdas e ganhos. Sempre assim. Mas não dá pra não citar o mundo cor de rosa da Luciana. Sem falar que ela ainda tem os gêmeos (lindos) brigando por ela, né? Ah, Maneco, assim já é um exagero do tamanho do mundo. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

Não quero tirar o encantamento pela novela. Gosto de novelas. Essa possibilidade que a novela nos dá de viver o real dentro do irreal é encantadora, mas, por trás das câmeras, as “Lucianas” não vivem esse glamour.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Bloco do “Eu sem Cão”



Uma pesquisa realizada na Nova Zelândia, exibida no Fantástico deste domingo (20), diz que os nossos cachorrinhos, aquelas fofuras que nos fazem companhia, promovem a disseminação do gás carbônico no meio ambiente. Isso mesmo, o CO² que atinge a camada de ozônio e que pode acabar com a vida no Planeta. Esse mesmo!

Bom, o estudo foi baseado não só na existência do amigo do homem, mas também na produção da ração que ele come e todo o processo realizado na sua fabricação. A pesquisa compara a existência de um cão com a rodagem de um carro nas cidades. Não preciso dizer que o tadinho do bicho saiu perdendo, né? Curioso, não? Como pode um bichinho tão lindo, fofo, amigo do homem, leal, ser comparado a um carro e ainda fazer mais mal do que ele? Inacreditável!

Tudo bem, então você deve agora ir atrás dos bichos menores, do tipo: gato, pássaros, peixinhos, não é? NÃÃÃÃÃÃO! Os dados comprovam que estes animais também prejudicam o meio ambiente. Agora lascou tudo!

Em São Paulo, se ouvia muito falar em andar menos de carro, optar pelo metrô, bicicleta, pra aliviar o trânsito e diminuir a poluição do ar. Agora, vão ter que fazer campanha do tipo: “Matem o cão! Digam não ao CO².” Já Pensaram? Affffffff. Fiquei muitíssimo preocupada com isso.

Hoje em dia não é novidade que as relações humanas estão muito mais difíceis que há alguns anos. Com isso, as pessoas passaram a morar sozinhas, em apartamentos pequenos e, para tirar o ar de solidão, optaram por ter cães, gatos, bichinhos que se adaptem ao ambiente. Contudo, acredito que é chegada a hora do mundo acabar mesmo. Se ninguém aguenta marido/esposa; mas também não quer viver inteiramente ‘só’; como é que a coisa funciona agora? Tem que abolir os cachorros, os gatos, peixes, pássaros...Ai, meu Deus! Ô mundão difícil de se viver, hein?!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

As crianças vão salvar o Planeta



A palavra de ordem de hoje é: clima. Pois é, países ricos e em desenvolvimento reúnem-se na Dinamarca para discutir, em Copenhague, a Conferência do Clima. Tudo bem que são muitas as manifestações sobre falta de organização. Ativistas reclamam da dificuldade no acesso (Mas, também, quando o ativista se coloca nessa posição, começa a ver necessidade de reclamar de tudo. Senão não está lutando), jornalistas e as benditas credenciais que passaram a valer ouro, tudo isso. Mas o importante já estava acontecendo.

O objetivo é chegar a um consenso sobre as medidas que devem ser tomadas para salvar o nosso planeta. A tentativa de diminuir gases poluentes na luta para preservar a vida na Terra. Até aí, tudo certo. Rezo muito para que os acordos deem certo e que a Conferência traga à sociedade um conforto em relação ao nosso futuro.

Aí lembrei o comentário que uma criança de quatro anos fez ao avô que, estupidamente, soltou um papel de bombom pela janela do carro. O menino disse: - Vovô, o senhor está poluindo o meio ambiente. Isso é muito feio! O avô, envergonhado, pediu desculpas e, desde então, carrega um saquinho dentro do carro pra depositar seu lixo em casa.

Acho, então, que a conscientização está acontecendo de maneira inversa, porém, muito interessante. São as crianças de hoje, que estudam o clima nas escolas, que escutam professores debatendo sobre a importância da educação em não sujar ruas, calçadas, evitar o desperdício de água – que poderá acabar - são elas que mostram aos pais, avôs, vizinhos, o que devemos fazer para ajudar a preservar a vida do planeta.

Envergonhada, passei a aderir às ideias dessas crianças e a desejar que nós – adultos – passemos a olhar o nosso planeta com seus olhos. A simplicidade e pureza com que uma criança entende o “fazer o bem ao planeta”, é mais que inspirador a adultos tão viciados em sujeira, desperdício, exagero, pouca preocupação, enfim, adultos como eu (que já comecei a me educar e fazer a coisa mais certa). Não sei se como você também, mas, acho que podemos ganhar mais se seguirmos as crianças.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Você tem Medo do seu Espelho?



Num momento onde o mundo se preocupa com o belo dos rostos, dos corpos, coxas, bundas, onde as academias estão faturando alto devido à grande procura de pessoas almejando a perfeição, penso nos espelhos. Mas não os espelhos dos banheiros, e sim os das nossas almas – e não estou falando dos olhos.
É, como se preocupar tanto com a beleza, quando nosso interior anda tão defasado de coisas bonitas? Não entendo como as pessoas têm uma facilidade tão grande em aprender tudo que não é bonito. São traições, trapaças, fofocas, intrigas...


E onde está o bom do ser humano? Aquilo que realmente é belo? Não sei, não, mas acho que o espaço que dividimos com a procura pela melhoria de nossa estética tomou o lugar da nossa integridade. Conheço estórias de pessoas que superaram o lado animal – que todos temos, e abriram espaço para a desumanidade.
Outro dia, relatos de uma pessoa massacrada pela vida, destino e marido, me fizeram constatar que, mais uma vez, estou com medo dos meus semelhantes. Como pode alguém que viveu tantos anos dividindo a mesma cama, a rotina do dia-a-dia, a criação dos filhos, viver agora em função da destruição da outra pessoa? Não entendo!
Mas é assim! Foi aqui que chegamos. O mundo hoje comporta pessoas com baixo astral e falta de caráter. É dessa forma que enxergo muitas pessoas.
Falando por mim, não consigo acordar de manhã, ou dormir à noite pensando mal de ninguém. Minha vida não é um mar de rosas, mas mesmo assim, acho-a linda. Portanto, não há mágoas ou até mesmo marcas, que me façam desejar a infelicidade de um alguém. Não consigo conceber a idéia de fazer mal a qualquer pessoa. Tudo bem que, provavelmente, em algum momento da minha vida, tenha magoado alguém. Mas nunca o fiz intencionalmente. Porque acredito que não há no mundo nada pior que a consciência pesada de alguém sem alma que se deixa levar pelo rancor e ódio.
Pra quem me deseja ou desejou o mal, ou pra quem o faz sem o mínimo de vergonha, sinto dizer que nada nessa vida passa em branco. Todo o mal que se faz, volta pra si e, com certeza, em dobro. Não que esteja desejando, nem querendo ser religiosa, mas constatando que é assim que o mundo da beleza vive. Portanto, não te desejo nenhuma ruga, nunca celulites, tampouco, cabelos brancos.

Dias Perdidos



Tem uma frase que diz: “Um dia sem sorrisos, é um dia perdido.” Concordo plenamente. Não sei o que acontece, mas não sei ficar sem sorrir. É inerente à minha existência. Sorrir, falar alto, gesticular, acelerar, tudo isso faz parte das minhas características. Mas, não sei o que acontece com as pessoas deste mundo em que vivo. Elas vivem de mau humor. Parecem que querem engolir o leão da vida e não podem mais esperar por isso. Nossa! Não sei o que é.
Há pessoas que conseguem perder um dia de tranqüilidade só para brigar com alguém por uma bobagem, ou mesmo pra provar que é superior em qualquer merda que seja. Sei não. Hoje vi uma cena deplorável de uma senhora que se irritou ao enfrentar uma fila que eu e todas as pessoas que lá estavam, enfrentaram. Como ela não podia brigar com ninguém, brigou com o segurança do lugar. Minha nossa! Eita falta do que fazer. Pois, sim. Não satisfeita em chamar a atenção do moço, quis deixar clara a obrigação do mesmo em defendê-la e, sendo o caso, até morrer pra salvar sua vida. Pode? Não. Não pode!
Minha indignação é tão grande ao ver essas atitudes que, quando morrer, quero ir prum céu que não tenha gente. É. É melhor um céu só com animais. Ah, pode ter crianças também. Nem todas, mas pode. Porque tenho certeza que quando morrer, vou descansar. E descansar perto dos humanos, é o mesmo que viver nesse inferno aqui de baixo.
Se existe mesmo o céu e o inferno. Acho que estamos muito perto desse segundo. As pessoas perderam a noção dos valores morais e sociais para com o próximo. O que está acontecendo com o mundo? Bom...não adianta perguntar. Vamos deixar o mundo mostrar sua cara e, se tiver que acabar que seja logo. Porque esse aqui já deu o que tinha de dar.