
E ainda olho para trás, a fim de fazer uma retrospectiva do quanto percorri até aqui. Quando me dou conta de que, a cada passo, novas pessoas chegaram, foram ficando, outras, só passando. Mas, a maioria ficou. Para continuar comigo essa jornada que chamo de vida; que me faz tão feliz, me engrandece o sorriso, trabalha minha paciência, fortalece meus passos e conforta meu coração. Sempre! É assim que dou segmento a tudo que chamo de estória.
Construir o livro da minha vida me traz alguns tropeços, muitos levantes, alguns calos, muitos remédios e, além de tudo isso, muita experiência. A sabedoria que, só quando se vive, entende-se porque chamamos alguns “mais velhos” de sábios. Hoje, busco incessantemente pela sabedoria do que é bem viver. Ao lado de pessoas que colocam, cada uma, um tijolo na construção desse novo ser que me torno todos os dias. Cada relato é um filme que insiro em minhas películas. E tudo tem dado tão certo, ainda com todas as dificuldades, que me pergunto onde estaria então a infelicidade do viver. Com certeza, não está comigo.
Problemas são, para mim, um aprendizado para o amanhã. O caminho entre o início e o fim de tudo é tão longo que jamais poderia ser perdido. Nada tem de feio esse caminho. O fim, não me interessa em nada. O começo aconteceu faz tempo. Reservo dele só as coisas boas. Pessoas são, de todo, mais interessantes do que penso. Cada uma deixa em mim uma partícula de qualquer coisa que posso só classificar como personalidade. Impossível não me deixar levar por isso tudo.
Algo de muito curioso tem acontecido comigo nesses últimos dias, semanas, talvez até alguns meses: Ando tendo uma necessidade grande de ser boa. A cada dia, sinto mais vontade de dar ‘Bom dia’, de sorrir para as pessoas em volta, até mesmo de chorar de alegria. Engraçado demais. Tenho me notado ainda mais determinada, incisiva quando surge a necessidade, mas nunca grosseira, bruta, essas coisas que quando perdemos a cabeça, começamos a fazer. Nada disso tem passado mais pela minha cabeça.
Um tanto perigoso, percebo. Afinal, me dá uma vontade de mudar o mundo e pegar as mãos de todas as pessoas pra ver se consigo que nos tornemos um só. Impossível! Mas que dá vontade, dá. Porém, nada que entristeça com o mundo ao ponto de não querê-lo bem. Coisas pequenas tem me excitado muito. Como, por exemplo, uma música que ouvia na infância, de um cantor famoso. Escutei por acaso outro dia e, bastou a recordação, para sentir com ela uma leveza digna de infância, de amor verdadeiro, de paz interior. Quero-a, hoje, como a trilha sonora de meu momento mais sublime. De espírito livre de pecados e recheado por pessoas e sentimentos que só me fazem bem.
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