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terça-feira, 26 de abril de 2011

Se logou?

Fato, é que, com a explosão da comunicação digital, a vida cotidiana está em constante movimento. Por quê? Porque não há um único ser no mundo que não necessite utilizar de internet, iPhone, blackberry, notebook, e outros tantos mecanismos desta, em algum momento do seu dia. Levando em consideração, a extrema necessidade de acompanhar esse avanço, quem não topar, fica pra trás.



Nunca tive muito jeito com esse tipo de ferramenta. Meu conservadorismo me impediu e, ainda me impede (às vezes), de usar mais das vantagens desse boom. Otimização de tempo, diminuição do espaço entre pessoas, agilidade de ações, informação, conhecimento, são apenas alguns dos motivos pelos quais as pessoas estão diretamente ligadas a esse fenômeno.

Com o avanço da tecnologia, as infinitas possibilidades surgidas com a internet, além da busca dos grandes - e jovens -, pensadores de tecnologia pela perfeição de suas ferramentas, tenho a impressão que se o ciclo de vida humano está resumido à: nascer, crescer, reproduzir e morrer; a comunicação digital estacionou na fase de reprodução e goza de uma longevidade invejável.
Contudo, a conclusão é que o tempo passa pra mim e, caso queira honrar meus cabelos brancos, preciso correr contra ele e, entrar com tudo, na era do WWW.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Façam campanha. Façam música!



Quero deixar bem claro que admiro a criatividade dos marketeiros que produzem as campanhas políticas em época de eleição. Tão criativos que, além de embutir aqueles jingles horríveis em nossas cabeças, conseguem mesmo que memorizemos tudo que é dito naqueles malditos.

É assim: eles escolhem melodias de músicas conhecidas e bastante cantadas em épocas passadas. É! Épocas passadas mesmo. Porque a maioria delas não toca em rádios há tempos. Aí vai. Fazem uma letra que diz que o cara é trabalhador, honesto, a solução de todos os problemas da população e diz o número. O mais importante: o número! Aqueles números, durante toda a eleição, estarão vibrando em nossas mentes juntos com as musiquinhas.



O que realmente me faz crer que a profissão desse pessoal merece mesmo prêmios e mais prêmios. É que, quando passa a eleição, o político é eleito ou não, as músicas param de tocar, as melodias voltam para os seus lugares e....que lugares? Pois é, não sabemos mais cantar as músicas originais. Isso mesmo! Esquecemos! E tudo que fica é aquela sonoridade que vem, impreterivelmente, acompanhada de um número. Ahrrrrrrrr!

Reverências aos marketeiros, publicitários, relações públicas, jornalistas, sei lá. Parabéns de verdade! Até porque, me consola saber que vocês sentem o mesmo que eu, que eles. Agora, dêem um tempo e até a próxima campanha. E vão ouvir música seus danadinhos.

Do meu amor

Algumas pessoas vivem dizendo buscar o amor. Sempre o amor! Todos procuram encontrar felicidade em um ‘alguém’. Quem? Que estranho. Nascemos sozinhos, crescemos para o mundo e tem gente que só pensa a felicidade com outra pessoa. Mas nascemos com o amor, para o amor. Amor este que não precisa ser doado a outro pra ser chamado “o sentimento mais nobre do mundo”.

As várias definições do amor são propagadas mundo afora com a minha cara, a sua cara, não com a cara dele mesmo. Amor é aquilo que você tem de mais precioso. Ou não. Mas aquilo que, julgo eu, deva ser dado apenas a alguém que o mereça muito.

E quem melhor que você mesmo? Engraçado, né? Mas é isso. Eu, por exemplo, me amo tanto que não sei se seria boa a ideia de amar você. Amo até demais. A todos os seres que me causam admiração. Mas, amo o suficiente pra mostrar-lhes que o meu amor maior me faz ser assim.




Tem gente que busca em alguém o remédio pra solidão na companhia desse ser qualquer. Qualquer? Que é isso! Se é qualquer, não pode ser amor. Te digo que qualquer coisa há de ser encontrada em qualquer um. Amor, não.

Encontra-se sexo, diversão, conversas, afinidades, brincadeiras, risadas. Amor mesmo, só em si próprio. O ser humano é um ser plural. Sim, ele é social. Relações são construídas em sociedade. Já amor, é coisa só sua. De mais ninguém.

Se há alguém pensando que isso pode ser um discurso infeliz de alguém que nada sabe sobre o amor. Digo apenas que é algo que me toca apenas pelo fato de haverem pessoas vivendo fantasias insanas pelo medo absoluto de serem sozinhas. E o que é solidão? Não sei. Porque da solidão nada conheço. Desde que me entendo por gente, sempre estive acompanhada de mim. Não importa quem esteja ao meu redor mas, eu mesma, nunca estive só.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Debatendo os Gays


Aí, consegui parar um minuto pra assistir à nova programação da MTV (O Canal dos Ovos de Ouro), começando pelo MTV Debate. Gosto do formato do programa. Só acho curto, levando em consideração os bons temas abordados. O assunto do dia era: Direitos dos Gays. Com base nas mudanças que o Governo quer fazer no texto tocante aos direitos humanos do seguimento. Ora, ora...já dava pra imaginar que a coisa ia ser séria.

Presentes à mesa: uma juíza (que escrevera um livro em defesa do assunto), um travesti (professora concursada), um jovem ativista do movimento gay, o representante (homofóbico) de um órgão evangélico, um estudante universitário e um sociólogo. Foi engraçado ver como um assunto – hoje tão bem discutido em várias esferas da sociedade – ainda mostra tanta resistência, impasse, ignorância e certa imbecilidade. Sim, porque não se trata de direitos gays, e sim de direitos humanos. Ou seja, cabe a todos os cidadãos brasileiros. Não precisa haver discussão sobre. A palavra é: Ação.

O problema do Brasil não está no texto apenas, é a educação que falta. É a falta do cumprimento das leis que torna os crimes impunes. Os números gritantes quanto a crimes de ódio cometidos a gays é algo assustador (por sinal, no programa, o homofóbico presente estava sempre rebatendo os números. Julgando-os mentirosos). O Brasil vive uma guerra civil, pois a violência atinge a todas as camadas da sociedade. Obviamente que, quando o assunto é homossexualismo, impera um “dó” maior por se tratar de minoria (se bem que tá crescendo...).

Mas, não há como negar que, mesmo após tantos avanços, ainda há crimes de racismo, preconceito por distinção de classe, homofobia e outros mais. O brasileiro é preconceituoso, mal educado, mal criado. É aí que o Governo tem que agir. Educação é a palavra da busca. Incessante pelo sentido de traduzir a maior necessidade de uma nação que deve aprender o que é respeito desde o trato com o porteiro do condomínio de luxo (seja ele gay ou não). Leis são necessárias para fazer a ópera soar bonita. Pra consolidar que essas classes existem e que precisam regulamentar seus direitos. Mas, além de existirem, precisam ser aplicadas, corrigidas, e, acima de tudo, cumpridas. Coisa cada vez mais difícil.

E por falar em preconceito, acredito que o sistema de cotas para negros traduz isso. Que os negros do Brasil precisam de um artifício judicial para considerá-los capazes de competir uma vaga com uma pessoa de cor branca. Ou seja, o branco aqui é mesmo superior ao negro? Intrigante! Acredito que cotas para estudantes de escolas públicas são válidas porque reconheço a inferioridade na qualidade do ensino. Porém, isso dá ao Governo a chance de, ao invés de melhorar as escolas, permitir as cotas e continuar sem investir na educação. Uma espécie de “cala a boca”.

Sim, voltando ao debate...Além da violência contra gays, foram discutidos os direitos de casais e adoção. Ainda não existem leis que regulamentem pensão e partilha de bens do cônjuge em caso de morte de uma das partes. Isso é importante por existirem casos de uniões estáveis e reconhecidas inclusive pelas famílias. O que, na minha opinião, imprime a maneira mais concreta de casamento. Portanto, com direitos a ambos. No tocante à adoção, ainda é um tema que embaralha meus pensamentos. Não por achar que família se constitui de pai, mãe e filhos. Essa é a forma mais imoral de tornar a todos infelizes. Pois, de nada adianta à vida de uma criança que é criada sob a pirâmide convencional da família sem ter seus direitos respeitados. O que acontece, e muito, no Brasil. Sem contar os casos de estupros, agressões, por pais e mães heterossexuais. Vale lembrar que, num país onde uma criança é jogada do 7º andar por uma dupla constituída por pai e madrasta, não pode determinar referência de estrutura familiar. Ainda não sei como deveria se tratar essa coisa da adoção... Mas isso só poderá ser discutido quando gays forem reconhecidos, ou seja, lá na frente. Ainda há muita polêmica a seguir.

Enfim, o debate foi curto, mas rendeu assunto à beça. O que importa é chamar o assunto a público mesmo. As pessoas ainda usam a homofobia como forma de defesa. Isso é perigoso! As ações governamentais precisam intervir diretamente na educação, punição ao desrespeito ao próximo. Vindo de qualquer esfera social. Isso dará a gays, heteros, negros, brancos, ricos e pobres, deveres iguais. E, quando os deveres atingem a todos num mesmo patamar, a garantia dos direitos está intrínseca de maneira sutil e automática. Espero viver o suficiente pra assistir um desses debates contarem a evolução do país. Relembrando as lutas e vibrando com as vitórias.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vergonha do meu tabaco

Com o perdão do trocadilho, expresso agora minha terrível vontade de fumar, misturada à necessidade extrema de cancelar de vez o tabagismo. Tenho inúmeros exemplos de momentos em que me vi envergonhada com o fato de ser fumante. Como nos lugares onde tenho me recolher à margem (fumódromos mal cheirosos) para acender o maldito. Perto de minha filha ou de amigos não fumantes, que só mesmo a amizade, pra fazê-los tolerar toda a fumaça. Onde nem o perfume mais caro que eu use é suficiente para amenizar o odor dos cabelos, mãos, roupas... São muitos os momentos em que desejo mandar o cigarro pra a P****Q P***u.

Tudo começou quando eu, ainda adolescente, quis iniciar o mau hábito na esperança de emagrecer. Gente! Baseada em quê pensei isso???? Nem eu lembro. Aí, comecei a gostar. Pronto! Foi o suficiente pra entrar pra vala podre da sociedade. Hoje, mãe, me sinto um lixo por fumar e pegar minha filha nos braços com “aquele cheiro”. As únicas ações que me fazem mais consciente do crime que cometo à minha pequena são: Nunca fumar perto dela (ela jamais me viu fumar)! Sempre escovar os dentes e lavar as mãos após o uso do danado. Não permitir que fumantes cheguem perto dela com aquilo aceso...Atitudes mínimas. Já que sei que só mesmo PARAR acabaria com o mal que causo a ela.



Um momento especial me fez reiterar meu desejo por PARAR DE FUMAR: Estava com amigos em um ambiente “natural”, quando percebi que quase todos os presentes gostavam da cannabis. Pois bem. Todo mundo fumando seu baseado e, eu, com a porra do cigarro aceso. Me senti tão mal. Era a única que poluía o ambiente. Não quero com isso fazer apologia ao uso da maconha, que tem seus efeitos colaterais e também é maléfica, sim (não vou discutir a respeito). Mas dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), comprovam que 200mil pessoas morrem, por ano, no Brasil, em decorrência do uso do cigarro. Absurdo, né? É. E fazer parte dessa estatística me assusta e muito. Ah, também notei que muitos usuários da maconha não gostam de cigarro. A começar pelo cheiro (sem comparações).

Fora isso, fumar envelhece, acaba com neurônios, suja as ruas, não é bonito, espanta namorado (a)... Enfim, existem inúmeras razões para chamar isso de feio. Afffffff. Confesso que sinto necessidade da nicotina. Já houve momentos que, só em saber que não havia levado cigarro na bolsa, me bateu o desespero. Tipo: E agora, se der vontade, o que vou fazer? Ai, ai, ai....meu Deus...não aprendi isso no catecismo. Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrgggggg!

Agora, cá estou eu. Louca pra abandonar de vez o tabaco e olhando pra cara dele. Só esperando acabar esse texto pra acender o último do dia. Pode? Não! Não POOOOODE! Ok! Já que tornei público meu comprometimento social com a poluição do meio ambiente e, consequentemente, a destruição do mesmo, prometo tentar acabar com isso o quanto antes.

Aos não fumantes, minha eterna admiração. Uma salva de palmas pra vocês! ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ Não se deixaram levar por modismos, ditos populares, comerciais de TV...

Espero que, cada vez mais, fumantes como eu, sejam proibidos de fumar em ambientes públicos, ruas, calçadas, etc. Assim, seremos obrigados controlar e, quem sabe, eliminar de vez esse vício maldito na base da pressão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cala a boca, Chávez!!!



Que o presidente da Venezuela é um populista antidemocrático, todo mundo já sabe. O que não entra na minha cabeça é como um cara desses se mantém no poder por tanto tempo, governando seu país de maneira escrota e não há ninguém com autonomia pra dar um basta nisso tudo. A última dele foi acabar de vez com a RCTV – emissora de TV que já tinha sido caçada por ele no canal aberto e, mesmo migrando para o a cabo, não escapou do autoritarismo do El Supremo. Puta que pariu...

O que aconteceu foi que a emissora – quando ainda fazia parte da rede fechada – negava-se a transmitir os intermináveis discursos do poderoso chefão. Imagina se ele deixaria isso barato! Foi lá e POW...acabou com tudo. Ouvi dizer que o presidente fala sem parar na TV. Todos os dias! Quando não é o “cara”, é jogo de baiseball. Tô passada! O feito do senhor supremo deixou um saldo de duas mortes, que aconteceram durante um protesto da população contra a arbitrariedade de Chávez.

Mas não se preocupem! Isso não o impede de dormir. Já anunciou que – se o povo quiser – pretende assumir mais 11 anos de mandato. Ou seja, 22 anos de repressão. É a ditadura Chavista tomando conta de tudo. Aliado a Bolívia, Cuba e Nicarágua, Hugo está mais preocupado em ajudar os “Países Amigos”, do que resolver os problemas de sua nação. Tais como: a falta de energia (sim, porque vai dar colapso; vai dar mesmo.), a desvalorização da sua moeda e a inflação – que só cresce. E aí, Chávez?
Fala alguma coisa agora. A-GO-RA!



Aí, não entendo como é que ele, tão antiamericanamente, conseguiu discursar que os EUA tinham provocado o terremoto que devastou o Haiti. Esse cara tem religião, crença, medo do inferno. Alguma coisa? Sim, porque vai mentir assim na casa de ... Putz! E as “viagens” dele não acabam por aí. Ultimamente, quando questionado sobre a estiagem que só vai piorar a situação da Venezuela, ele disse que ia pedir ajuda a Fidel e...fazer chover no país. Pode? Não, não pode!
– Cala boca, Chávez! Você me deixa loooouca!!!

Então, vamos lá...A Venezuela precisa de chuva, os Estados Unidos podem causar até terremoto. Sendo assim, que tal, Chávez, pedir uma ajudinha pros americanos levarem chuva à Venezuela? rsrsrsrsrsrsrs

Portanto, desejo aos venezuelanos – calados - muita chuva, petróleo, menos inflação, liberdade, força e...uma faixa bem grande na boca do Chávez.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aprendendo com o Maneco.



Bom, sempre que dá, acompanho a novela das 21h da Rede Globo, Viver a Vida. Já tem um tempo que o folhetim está no ar e, como toda obra de Manoel Carlos, tem de um tudo lá. Assuntos polêmicos, famílias, amores, gente rica e bonita...

Então, pra quem diz que novela não tem nada a ensinar, vou ter que discordar por motivos nada convencionais. Tipo...em Viver a Vida, aprendi como trair meu marido! Sim, porque a Betina tem nos dado muitas dicas de como fazê-lo (tudo bem que ela nem usufruiu dos momentos, AINDA). Que boba! Aprendi a ser uma piranha cheia de direito.

A Dora é uma descarada, que consegue transar com um cara estranho, ficar grávida dele (no século 21), descobrir que ele é casado - com a amiga que a acolheu. Transar com ele de novo (na cama da amiga) e, ainda, aproveitar-se da vida mansa que a Helena oferece. É, ela não é mole. Ai, ai, ai, onde chegamos?!

Tem mais! Com a mesma Dora aí de cima, tirei lições de como NÃO CRIAR UM FILHO. Não existe coisa mais chata do que ver aquela pirralha mal educada, intrometida e aspirante a precoce no ar. Aprendi que não basta ser bonzinho, tem que ser engraçado também. Porque a Luciana conseguiu se apaixonar por um cara que é igual ao seu namorado, mas a diferença entre eles é que o namorado é chato e o gêmeo é engraçado. Difícil isso!!!!


Descobri que aquela frase é verdade: “Bonzinho só se fode.” Porque quanto mais a Helena (Chatice Araújo) faz o bem, mas a turma apronta com ela. Que marido desgraçado... Hoje tenho ainda mais certeza de que as “ex” são as únicas que conhecem os “ex maridos”. Sim, porque a Tereza alertou a Helena sobre os maus hábitos do Marcos. Tá vendo, não acreditou?! Se f**eu.

Aprendi que, pra roubar o marido canalha da minha prima, só preciso encontrar um marombado burro e chamá-lo de namorado. Aí, o primo vem correndo como doido atrás de mim. Ai, detesto a dupla Malú e Gustavo! Arhrhrhrhrhrhr! Sem contar que ele também já tá na mão da empregada da casa.

Enfim, acho que por hoje acabou. Não quero ofuscar os aprendizados que considero mais frutíferos. Como o bom humor da Luciana (convenhamos que nem poderia ser diferente); a dedicação da Tereza, que dá a maior força pra filha; o romantismo do namoro entre a fofa, Clarice, e o “mais velho”, Bernardo (se bem que com a sensualíssima Alice em jogo, ele a ninfeta tão perdendo ibope). Tem muito mais...AFFF

Bom, na verdade, acho que não quero aprender mais nada, não. É...porque se eu aprender mais alguma coisa, vou acabar morrendo preta no inferno. Eu, hein?!

Aquele Vestido...




Uma verdadeira polêmica! Foi o que provocou a estudante universitária, Geisy Arruda, ao trajar um curtíssimo vestido rosa em um dia de aula “normal” numa universidade de São Paulo.

Alunos da instituição sentiram-se insultados com o figurino da moça, e hostilizaram-na usando de xingamentos em protesto ao feito. Enfim, palavras que faziam referências à profissão de garota de programa foram ecoadas pela universidade, causando um constrangimento tão grande à aluna, que foi necessária a intervenção da polícia para a sua retirada do prédio.

Então eu pergunto: - Quer dizer que garotas de programa não podem frequentar universidades? Não que esteja afirmando que a mesma seja. Mas não sei onde estaria o problema se fosse. Afinal, uma garota de programa pode, sim, querer fazer faculdade, mestrado, doutorado...o que for. Não existe nenhum crime nisso. Não acham? No Brasil, os crimes são outros. Bem maiores.

Acredito que as pessoas usam do conservadorismo pra ofuscar seus desejos contidos, esses sim, ocultados por questões meramente sociais. Bom, a Geisy não fez nada demais. Porém, tenho minhas reservas quanto a repercussão do caso.
Acho que o Brasil precisa visualizar mais os problemas sociais existentes nesta linda nação, em vez de dar ênfase a assuntos pequenos. A imprensa brasileira deu, simplesmente, o título de “celebridade” a essa moça. A sortuda conseguiu fazer outro cabelo, corpo, boca...enfim, o escândalo lhe rendeu bons lucros. Não compreendo como o Fantástico (referência semanal da Rede Globo) pôde encaixar uma matéria sobre os figurinos e a nova vida da Geisy. Ridículo!

A garota disse ter recebido doações de salões de beleza para melhorar as madeixas louras; lipoesculturas para definir as curvas de seu corpo e, desde então, não sai mais de casa sem estar produzida.

Bom, um terremoto praticamente acabou com o Haiti. Encontramos dificuldades de enviar alimentos, água e pessoas para ajudar na reorganização de uma nação de desesperados. Enquanto que, no Brasil, basta estar seminua pra conseguir doações e elevar a auto-estima. Ai, meu Brasil, sinto tanta vergonha! Até quando vamos fingir que não somos capazes de ser um país sério, organizado, solidário, hein?!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ela subiu a serra



A história que vem agora trata de uma mulher aventureira, que queria subir uma serra sozinha. Pra dar seguimento a este feito, estava devidamente equipada para o surgimento de qualquer contratempo. Assim, seguiu com duas mochilas pesadas, mãos ocupadas e... pernas, muitas pernas pra dar aos quilômetros que precisaria percorrer.

Um grupo de amigos também seguia a mesma viagem. Porém, cada um com suas artimanhas pra tornar a caminhada mais confortável. Alguns de carro, moto, pouca bagagem, enfim, todos no mesmo movimento. Ela tinha a ideia fixa de seguir “sozinha”. Ou seja, em grupo, mas individualmente.

Sempre que alguém precisava de ajuda, ela tinha uma solução. Água, remédio, curativo, tudo. Também, com toda aquela bagagem, podia até montar um pronto socorro (rsrsrsrsrsrsrs). As pessoas pediam pra carregar suas malas, dar uma carona...tentavam ajudar de todas formas. Mas ela – com sorriso largo – dizia: - Tá tudo bem! Pode deixar. E se passavam mais uns metros...

A moça parecia mesmo satisfeita com o trajeto. Quando alguém passava por ela, acenava dizendo: - Nos encontramos lá em cima! Às vezes, cansada, parava um pouco. Recuperava as energias e seguia. Pensando consigo, comentava: - Tá cansativo, mas emocionante. Tô louca pra chegar lá em cima.




O verdadeiro objetivo dessa “viagem”, era dar a si mesma o direito de enfrentar as dificuldades com a própria força. Era mostrar pra ela mesma o potencial que tinha de vencer, ainda que sem ajuda. Muitas coisas refletiam esse momento pra ela. O desejo da moça “solitária” nada mais era do que chegar lá em cima. Não importasse o tamanho dos tropeços. O histórico de toda uma vida estava resumido naquele percurso. Cada passo representava um dia mal vivido. E seguia...com rumo certo. Esperando a hora do desabrochar de uma nova descoberta em torno de si mesma.

Algumas pessoas a viam como pessoa orgulhosa, por não pedir ajuda. Outras questionavam o tamanho da teimosia; havia também quem não acreditasse que seria capaz. E tinha aquelas que só admiraram a superação daquela mulher.
E enfim, acabou a caminhada! No topo da serra, ela olhou pra tudo aquilo e disse: -

Isso tudo aqui é meu! Valeu! Os ombros doloridos, mãos feridas, pés calejados, foram a prova de tudo aquilo que conseguiu fazer sozinha. Foi o verdadeiro sentido do potencial existente nela.
Sem fazer nenhuma menção ao individualismo despropositado, sentou-se junto aos amigos e deu graças por terem esperado por ela e estarem presentes num momento tão importante de sua vida. Onde se descobriu mais forte do que ela mesma.

E lá estava ela! Pronta pra outras...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Queijo com doce de banana?!



Sim, é com queijo coalho e doce de banana que um grupo de amigas “loucas” termina uma noite animada, acompanhada de muitas, muitas risadas...

Sair à noite com amigas é uma coisa muito interessante, apesar de ser considerado banalidade (já que todo mundo gosta de sair à noite). O engraçado é quando elas combinam de não dar importância à praticamente NADA e tudo se tornar uma grande festa, cheia de balões coloridos, gargalhadas infinitas, enfim, pura diversão. Ai, ai, ai...lá vai!!!!

E foi assim... Programa combinado, hora marcada, estratégia traçada e...MUNDOOOO: aguardem, elas estão chegando. kkkkkkkkkkkkkkkk

É mais que natural observar que, onde há mais de uma pessoa, há também características, personalidades que diferenciam uma da outra e, consequentemente, seja atrativo para outras pessoas. É assim que o grupo aumenta, fica ainda mais gostoso e, do mesmo modo, as coisas ficam mais movimentadas.



Tem sempre aquela pessoa mais reservada, a falante, a frágil, medrosa, saidinha, divertida, a palhaça...enfim, todas as características possíveis no mundo, são encontradas no meio do caminho. Isso faz muita diferença.

Então, são momentos onde os abraços são “FORTES”, quedas são engraçadas, pessoas são constantemente questionadas e chamadas ao debate, a criatividade vai lá em cima quando começamos a pensar umas sobre as outras; como deveria se comportar em tal momento, coisa e tal. Enfim, essas são algumas das poucas justificativas para tudo se tornar mais interessante do que parece; mais divertido do que se imagina. Amigos, colegas, parceiros, desconhecidos, todo mundo no mesmo movimento. Só pra trazer boas lembranças. E é assim, mais uma noite, recheada de lua e boas companhias.

P.S.: O queijo coalho com o doce caseiro de banana foi experiência nova (aprovada). Sobremesa pra encerrar a noite – que já trazia o dia (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Como nossos pais...



Quando somos jovens, sempre buscamos uma maneira de contrariar o “convencionalismo” dos nossos pais. Isso implica em dar com a testa bem no meio da parede na maioria das vezes. Ai, como fui boba. Hoje, tenho até vergonha de lembrar certas coisas que fiz justificando que era a favor da minha “liberdade de expressão”. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Porra nenhuma, era idiotice mesmo!!!

Aí, os pais, pra limitarem os problemas, dizem: “Quando você for mãe/pai, você decide o melhor pro seu filho à sua maneira”. Quem não lembra disso, hein?! Eu lembro muuuuuito bem.

Então eu cresci, jurando estar em plena condição de guiar toda minha vida sozinha. Ora, já passei por muitas coisas, aprendi muito, convivi com pessoas diferentes, me tornei mamãe, já sei me virar. KKKKKKKKKKKK Me virar, nada!!!!!!

Hoje, já adulta, com responsabilidades de gente grande de verdade, me dou conta que meus pais continuam sendo aqueles que sempre fizeram as melhores escolhas pra mim. Obviamente, que meus desejos sempre foram respeitados por eles (que são os melhores do mundo). Mas, mesmo assim, reconheço que só sei mais do que eles no que diz respeito à minha filha. Afinal, o curso é esse mesmo.

Acho que sei o que é melhor pra minha filha pelo simples fato de ser a MÃE dela. E julgo pela crença. Porque ela também pode pensar que sou completamente louca. Já os meus pais, continuam pensando que sabem o que é melhor pra mim. Porque sou mãe, mas nunca deixei de ser filha. E, pessoalmente, preciso expressar que eles estão cobertos de razão. Sim, porque o tanto de merda que já fiz nessa vida – pensando com a minha cabeça “madura” – não foi pouco, não. Eu assumo. Assumo mesmo!

E fica assim...é como eles que quero ser. É a eles que agradeço as melhores coisas da vida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aos meus queridos amigos!



Aos amigos desejo apenas tê-los comigo ao longo de toda a minha vida. São eles, os poucos grandes, que me motivam, exaltam, apóiam sempre. É por serem quem são, que quero nunca decepcioná-los. É pelas estórias que vivemos que quero sempre repeti-las. É só pelas vidas que temos em comum, que quero lembrá-los, através de alguns caracteres, do quanto os amo.

Em muitas ocasiões, de pesos diferentes, estive sempre ladeada por eles. Foram lágrimas, gargalhadas, tropeços, acertos, derrotas e vitórias. Amigos são aqueles que compartilhamos tudo. E meu TUDO não é pouco, não, viu? Kkkkkkk

Os nomes não são necessários, porque cada um sabe, sem medo de errar, onde estão. Aquele que sempre me ouve na hora do desespero. De madrugada, feriado, fim de semana... Aquele que sempre me acompanha nas horas difíceis – para todos os lugares onde fui, vou, irei... Aquele que sabe TUDO a meu respeito e tá sempre preparado pra saber MAIS... Aquele que aguenta até meus porres, me traz em casa, escuta as lamúrias da vida, contorna as gafes...(foram tantas) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Amigos são vocês, onde quer que estejam, lembram sempre de mim. Mesmo longe, fazem sinal de fumaça pra dizer que estão vivos. E estão mesmo! Meu coração bate forte por vocês. Amigos são vocês, que me entendem no olhar; no MSN (rsrsrsrsrsrsrsrs); no sumiço repentino; que perdoam a ausência; que não se limitam aos telefonemas não dados; que elogiam um passo certo; questionam o errado, sem receios, porque sabem que a gente se entende sempre.

Amigos são vocês que aconselham; pedem opinião; aceitam o sermão; não julgam nunca, não. É você aí, que sabe a importância que tem em minha vida. Na minha formação como ser humano e que me permite construir a tua vida junto com você. É você que me diz num sorriso como é bom sermos amigos. É você, que me deseja muitos anos de vida, pra que nossa amizade tenha todo esse tempo pra correr.

São as gaiolas lacradas de amor que damos uns aos outros. Disso, jamais esquecerei. Das lições que tiramos juntos...Do que nos tornamos juntos...
Como meu lema hoje em dia é: Dizer o quanto amo a quem amo enquanto viva. Digo a vocês: Eu os AMO DEMAIS! Desejo que me aguentem até o fim dos nossos dias, porque não suportaria acabá-los sem vocês.

P.S: Reitero que qualquer um que ler este singelo texto, saberá onde me toca.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sex and Love and Freedom



Sexo pode ser um tabu pra muitas pessoas. Mesmo sabendo que o mundo hoje gira em torno da sensualidade emanada de um ser pra outro, ainda gera conflitos familiares, sociais, enfim. Porém, é preciso entender que, como hoje em dia as pessoas vivem em busca de um par para a felicidade, é natural que o sexo seja incluído na lista de critérios. Porque amor lindo com transa ruim não combina mais.

Hoje em dia, é mais fácil procurar alguém que se encaixe em todos os sentidos com você, a ter a fantasia de que, mesmo com uma noite ruim, os dias serão perfeitos. Porque não serão mesmo! Com a facilidade em experimentar vários tipos de relações, as pessoas querem testar, além da educação, inteligência, bom gosto, carinho, e todas essas coisas bonitas de um romance, o sexo.

E por que não?! Se a partir da liberdade sexual, até as mulheres puderam se entregar aos desejos carnais? Claro que isso influi muito. Hoje em dia, se a mulher não estiver satisfeita na cama, não vai procurar um garoto de programa e, sim, um novo companheiro. Não estou defendendo a promiscuidade, mas a liberdade de escolha para a felicidade de cada um.

O sexo começa quando você conhece alguém. Essa pessoa mostra que está interessada em você e vice-versa. Então, vocês começam a conversar, trocar ideias e perceber pontos em comum. Depois dançam, bebem, comem, riem e continuam se dando bem. A pergunta que não para de martelar na cabeça de nenhum dos dois é: “Será que vai rolar hoje?” O quê? O sexo, claro! Em alguns casos, rola rápido, outros deixam para os próximos encontros.

Quando rola no primeiro, se for bom, eles irão se ver outras vezes. Se for ruim, já é suficiente para deixar pra lá e só procurar de novo quando não tiver outras opções. Se já aconteceu comigo? Claro! Em alguns casos, nem cheguei ao fim dos testes, porque durante a conversa, a dança, a bebida...já senti vontade de vomitar. Então, prefiri parar por ali. Bom, mas também já rolou legal, e a noite foi maravilhosa.

Não quero defender as relações de cortesia, mas dizer que hoje em dia os casamentos podem durar mais tempo felizes que os de antes. E quem me disser que, em pleno século 21, casa obrigado, vai levar um tapa no bumbum. Porque podemos desfrutar de todas as vantagens dos futuros eternos companheiros, antes mesmo de festejar o Natal em família.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Que tal viver a vida?!


Pois é, a nova novela das 21h da Rede Globo nos apresenta mais uma das muitas histórias recheadas de “vida real” do autor Manoel Carlos. Sabemos que o enfoque dos folhetins do autor são assuntos de relevância a serem debatidos em casa, trabalho, escolas, enfim. No momento, o assunto é a modelo, Luciana, que após sofrer um acidente, vê-se tetraplégica em pleno decolar de sua carreira. Muito difícil discutir sobre. Afinal, existem visões bastante diferentes sobre como lidar com essa situação. Percebemos isso na novela. A mãe se comporta de uma forma, alguns amigos de outra, pai, namorado, irmãs, e coisa e tal.

O que, na verdade, me chamou a atenção, foi a maneira como a qualidade de vida da personagem é abordada. Entendo que todas as pessoas naquela situação, tenham que passar pelos processos de adaptação, que começam com a aceitação daquilo tudo, o medo do preconceito, a sensação de invalidez, tudo que assistimos a Luciana passar. Até aí, tudo bem, a estória foi bem desenrolada.

Só começo os questionamentos no tocante ao dia-a-dia de uma pessoa tetraplégica. Ora, sou brasileira, mãe de uma criança que nasceu com necessidades especiais – por isso é dependente de cadeira de rodas para locomoção – também conheço casos parecidos e sei bem que a coisa não funciona tão “bonitinha” como mostra a novela. Por que digo “bonitinha”? Vou explicar...

Não é a realidade da maioria das pessoas na condição de tetraplégica que tem uma família com condições financeiras de adaptar a casa onde mora pra receber o ente; não é a realidade dessas pessoas terem motoristas à postos para levá-las aos médicos e passeios; não é a realidade da maioria dessas pessoas terem um carro onde a cadeira de rodas pode ser levada sem precisar maiores esforços; não é a realidade dessas pessoas que enfermeiros e terapeutas estejam à disposição para os cuidados e o avanço dos pacientes; não é a realidade dessas pessoas que a única preocupação seja como elas vão descer a escada do apartamento cobertura para jantar com a família; não é a realidade dessas pessoas que elas possam escolher morar numa mansão que oferece maior conforto para elas, entre outras coisas.

Entendo, claro, que a novela serve pra chamar o debate. Não é necessária a exploração de um sofrimento excessivo porque isso iria, talvez até, diminuir a audiência. Só é seguida porque é novela. E em novela, no final, tudo tem que dar certo. Mas acho que preciso comentar o que é fato diante dos meus olhos. Nada pode ser tão trágico que chegue a ser bonito. Claro que toda tragédia traz lições (sei disso muito bem), são tristezas e alegrias; lágrimas e sorrisos; perdas e ganhos. Sempre assim. Mas não dá pra não citar o mundo cor de rosa da Luciana. Sem falar que ela ainda tem os gêmeos (lindos) brigando por ela, né? Ah, Maneco, assim já é um exagero do tamanho do mundo. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

Não quero tirar o encantamento pela novela. Gosto de novelas. Essa possibilidade que a novela nos dá de viver o real dentro do irreal é encantadora, mas, por trás das câmeras, as “Lucianas” não vivem esse glamour.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Bloco do “Eu sem Cão”



Uma pesquisa realizada na Nova Zelândia, exibida no Fantástico deste domingo (20), diz que os nossos cachorrinhos, aquelas fofuras que nos fazem companhia, promovem a disseminação do gás carbônico no meio ambiente. Isso mesmo, o CO² que atinge a camada de ozônio e que pode acabar com a vida no Planeta. Esse mesmo!

Bom, o estudo foi baseado não só na existência do amigo do homem, mas também na produção da ração que ele come e todo o processo realizado na sua fabricação. A pesquisa compara a existência de um cão com a rodagem de um carro nas cidades. Não preciso dizer que o tadinho do bicho saiu perdendo, né? Curioso, não? Como pode um bichinho tão lindo, fofo, amigo do homem, leal, ser comparado a um carro e ainda fazer mais mal do que ele? Inacreditável!

Tudo bem, então você deve agora ir atrás dos bichos menores, do tipo: gato, pássaros, peixinhos, não é? NÃÃÃÃÃÃO! Os dados comprovam que estes animais também prejudicam o meio ambiente. Agora lascou tudo!

Em São Paulo, se ouvia muito falar em andar menos de carro, optar pelo metrô, bicicleta, pra aliviar o trânsito e diminuir a poluição do ar. Agora, vão ter que fazer campanha do tipo: “Matem o cão! Digam não ao CO².” Já Pensaram? Affffffff. Fiquei muitíssimo preocupada com isso.

Hoje em dia não é novidade que as relações humanas estão muito mais difíceis que há alguns anos. Com isso, as pessoas passaram a morar sozinhas, em apartamentos pequenos e, para tirar o ar de solidão, optaram por ter cães, gatos, bichinhos que se adaptem ao ambiente. Contudo, acredito que é chegada a hora do mundo acabar mesmo. Se ninguém aguenta marido/esposa; mas também não quer viver inteiramente ‘só’; como é que a coisa funciona agora? Tem que abolir os cachorros, os gatos, peixes, pássaros...Ai, meu Deus! Ô mundão difícil de se viver, hein?!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

As crianças vão salvar o Planeta



A palavra de ordem de hoje é: clima. Pois é, países ricos e em desenvolvimento reúnem-se na Dinamarca para discutir, em Copenhague, a Conferência do Clima. Tudo bem que são muitas as manifestações sobre falta de organização. Ativistas reclamam da dificuldade no acesso (Mas, também, quando o ativista se coloca nessa posição, começa a ver necessidade de reclamar de tudo. Senão não está lutando), jornalistas e as benditas credenciais que passaram a valer ouro, tudo isso. Mas o importante já estava acontecendo.

O objetivo é chegar a um consenso sobre as medidas que devem ser tomadas para salvar o nosso planeta. A tentativa de diminuir gases poluentes na luta para preservar a vida na Terra. Até aí, tudo certo. Rezo muito para que os acordos deem certo e que a Conferência traga à sociedade um conforto em relação ao nosso futuro.

Aí lembrei o comentário que uma criança de quatro anos fez ao avô que, estupidamente, soltou um papel de bombom pela janela do carro. O menino disse: - Vovô, o senhor está poluindo o meio ambiente. Isso é muito feio! O avô, envergonhado, pediu desculpas e, desde então, carrega um saquinho dentro do carro pra depositar seu lixo em casa.

Acho, então, que a conscientização está acontecendo de maneira inversa, porém, muito interessante. São as crianças de hoje, que estudam o clima nas escolas, que escutam professores debatendo sobre a importância da educação em não sujar ruas, calçadas, evitar o desperdício de água – que poderá acabar - são elas que mostram aos pais, avôs, vizinhos, o que devemos fazer para ajudar a preservar a vida do planeta.

Envergonhada, passei a aderir às ideias dessas crianças e a desejar que nós – adultos – passemos a olhar o nosso planeta com seus olhos. A simplicidade e pureza com que uma criança entende o “fazer o bem ao planeta”, é mais que inspirador a adultos tão viciados em sujeira, desperdício, exagero, pouca preocupação, enfim, adultos como eu (que já comecei a me educar e fazer a coisa mais certa). Não sei se como você também, mas, acho que podemos ganhar mais se seguirmos as crianças.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Você tem Medo do seu Espelho?



Num momento onde o mundo se preocupa com o belo dos rostos, dos corpos, coxas, bundas, onde as academias estão faturando alto devido à grande procura de pessoas almejando a perfeição, penso nos espelhos. Mas não os espelhos dos banheiros, e sim os das nossas almas – e não estou falando dos olhos.
É, como se preocupar tanto com a beleza, quando nosso interior anda tão defasado de coisas bonitas? Não entendo como as pessoas têm uma facilidade tão grande em aprender tudo que não é bonito. São traições, trapaças, fofocas, intrigas...


E onde está o bom do ser humano? Aquilo que realmente é belo? Não sei, não, mas acho que o espaço que dividimos com a procura pela melhoria de nossa estética tomou o lugar da nossa integridade. Conheço estórias de pessoas que superaram o lado animal – que todos temos, e abriram espaço para a desumanidade.
Outro dia, relatos de uma pessoa massacrada pela vida, destino e marido, me fizeram constatar que, mais uma vez, estou com medo dos meus semelhantes. Como pode alguém que viveu tantos anos dividindo a mesma cama, a rotina do dia-a-dia, a criação dos filhos, viver agora em função da destruição da outra pessoa? Não entendo!
Mas é assim! Foi aqui que chegamos. O mundo hoje comporta pessoas com baixo astral e falta de caráter. É dessa forma que enxergo muitas pessoas.
Falando por mim, não consigo acordar de manhã, ou dormir à noite pensando mal de ninguém. Minha vida não é um mar de rosas, mas mesmo assim, acho-a linda. Portanto, não há mágoas ou até mesmo marcas, que me façam desejar a infelicidade de um alguém. Não consigo conceber a idéia de fazer mal a qualquer pessoa. Tudo bem que, provavelmente, em algum momento da minha vida, tenha magoado alguém. Mas nunca o fiz intencionalmente. Porque acredito que não há no mundo nada pior que a consciência pesada de alguém sem alma que se deixa levar pelo rancor e ódio.
Pra quem me deseja ou desejou o mal, ou pra quem o faz sem o mínimo de vergonha, sinto dizer que nada nessa vida passa em branco. Todo o mal que se faz, volta pra si e, com certeza, em dobro. Não que esteja desejando, nem querendo ser religiosa, mas constatando que é assim que o mundo da beleza vive. Portanto, não te desejo nenhuma ruga, nunca celulites, tampouco, cabelos brancos.

Dias Perdidos



Tem uma frase que diz: “Um dia sem sorrisos, é um dia perdido.” Concordo plenamente. Não sei o que acontece, mas não sei ficar sem sorrir. É inerente à minha existência. Sorrir, falar alto, gesticular, acelerar, tudo isso faz parte das minhas características. Mas, não sei o que acontece com as pessoas deste mundo em que vivo. Elas vivem de mau humor. Parecem que querem engolir o leão da vida e não podem mais esperar por isso. Nossa! Não sei o que é.
Há pessoas que conseguem perder um dia de tranqüilidade só para brigar com alguém por uma bobagem, ou mesmo pra provar que é superior em qualquer merda que seja. Sei não. Hoje vi uma cena deplorável de uma senhora que se irritou ao enfrentar uma fila que eu e todas as pessoas que lá estavam, enfrentaram. Como ela não podia brigar com ninguém, brigou com o segurança do lugar. Minha nossa! Eita falta do que fazer. Pois, sim. Não satisfeita em chamar a atenção do moço, quis deixar clara a obrigação do mesmo em defendê-la e, sendo o caso, até morrer pra salvar sua vida. Pode? Não. Não pode!
Minha indignação é tão grande ao ver essas atitudes que, quando morrer, quero ir prum céu que não tenha gente. É. É melhor um céu só com animais. Ah, pode ter crianças também. Nem todas, mas pode. Porque tenho certeza que quando morrer, vou descansar. E descansar perto dos humanos, é o mesmo que viver nesse inferno aqui de baixo.
Se existe mesmo o céu e o inferno. Acho que estamos muito perto desse segundo. As pessoas perderam a noção dos valores morais e sociais para com o próximo. O que está acontecendo com o mundo? Bom...não adianta perguntar. Vamos deixar o mundo mostrar sua cara e, se tiver que acabar que seja logo. Porque esse aqui já deu o que tinha de dar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

É o caminho


E ainda olho para trás, a fim de fazer uma retrospectiva do quanto percorri até aqui. Quando me dou conta de que, a cada passo, novas pessoas chegaram, foram ficando, outras, só passando. Mas, a maioria ficou. Para continuar comigo essa jornada que chamo de vida; que me faz tão feliz, me engrandece o sorriso, trabalha minha paciência, fortalece meus passos e conforta meu coração. Sempre! É assim que dou segmento a tudo que chamo de estória.
Construir o livro da minha vida me traz alguns tropeços, muitos levantes, alguns calos, muitos remédios e, além de tudo isso, muita experiência. A sabedoria que, só quando se vive, entende-se porque chamamos alguns “mais velhos” de sábios. Hoje, busco incessantemente pela sabedoria do que é bem viver. Ao lado de pessoas que colocam, cada uma, um tijolo na construção desse novo ser que me torno todos os dias. Cada relato é um filme que insiro em minhas películas. E tudo tem dado tão certo, ainda com todas as dificuldades, que me pergunto onde estaria então a infelicidade do viver. Com certeza, não está comigo.
Problemas são, para mim, um aprendizado para o amanhã. O caminho entre o início e o fim de tudo é tão longo que jamais poderia ser perdido. Nada tem de feio esse caminho. O fim, não me interessa em nada. O começo aconteceu faz tempo. Reservo dele só as coisas boas. Pessoas são, de todo, mais interessantes do que penso. Cada uma deixa em mim uma partícula de qualquer coisa que posso só classificar como personalidade. Impossível não me deixar levar por isso tudo.
Algo de muito curioso tem acontecido comigo nesses últimos dias, semanas, talvez até alguns meses: Ando tendo uma necessidade grande de ser boa. A cada dia, sinto mais vontade de dar ‘Bom dia’, de sorrir para as pessoas em volta, até mesmo de chorar de alegria. Engraçado demais. Tenho me notado ainda mais determinada, incisiva quando surge a necessidade, mas nunca grosseira, bruta, essas coisas que quando perdemos a cabeça, começamos a fazer. Nada disso tem passado mais pela minha cabeça.
Um tanto perigoso, percebo. Afinal, me dá uma vontade de mudar o mundo e pegar as mãos de todas as pessoas pra ver se consigo que nos tornemos um só. Impossível! Mas que dá vontade, dá. Porém, nada que entristeça com o mundo ao ponto de não querê-lo bem. Coisas pequenas tem me excitado muito. Como, por exemplo, uma música que ouvia na infância, de um cantor famoso. Escutei por acaso outro dia e, bastou a recordação, para sentir com ela uma leveza digna de infância, de amor verdadeiro, de paz interior. Quero-a, hoje, como a trilha sonora de meu momento mais sublime. De espírito livre de pecados e recheado por pessoas e sentimentos que só me fazem bem.

Essa é a minha maternidade


Dentro dos pequenos exemplos que tenho hoje do sentido da vida, há um de maior valor que em nada me recorda a infância, adolescência ou algo assim, mas me traz diretamente para a realidade do hoje. A maternidade me faz a mais sublime de todos os meus ‘eus’. É aí que sinto parte mais que integrante de um mundo cheio de coisas feias, às quais prefiro manter distância e, de repente, até fechar os olhos. Nada tem o poder de me tirar a plenitude dessa vivência do meu ser. A mais linda de todas as experiências de minha vida. Ela mesma, a professora do meu doutorado em vida. A mãe que me descobri, me fez crescer, ser, estar, fazer, resolver, mover, berrar, jogar pro alto tudo o mais ao redor, só pra honrar meu papel. E isso é hoje, meu combustível. Fácil? Não, nunca foi. E nada é. Gostoso? Sim, quase sempre. Hipocrisia não cola comigo. Porque dizer que acordar todos os dias pela madrugada, de manhã cedo, ou não poder esticar o sono até o meio dia, não é de todo gostoso. É, mas só até o momento em que se percebe que deixa de ser uma opção. A obrigação me deixou tão responsável que, mesmo cansada, não quero um só dia dormir até mais tarde, as madrugadas podem durar um dia inteiro, não me incomoda. Porque o que quis dizer com – quase sempre gostoso – foi apenas o fato de que é sério demais para ser brincadeira, é bonito demais pra ser ruim, é doloroso demais pra ser de todo bom, mas, sem dúvida, é alcançar a supremacia em importância no mundo.
É ter um patrão menor que você, que não te grita, não te demite, cobra teus horários, mas abre o maior sorriso quando olha pra você. Não te paga salário – pelo menos, não em dinheiro – paga-te com as melhores moedas: a companhia, os sorrisos, as descobertas, a confiança, a segurança em ter você do ladinho. Isso torna qualquer mãe o ser mais importante do mundo. É assim que me sinto hoje. Não é coisa fácil administrar a vida de um ser tão pequeno e saber que ele é o teu espelho. Estar perto sempre, resolver tudo o mais que há de difícil na vida dele, até quebrar os protocolos da boa educação só pra defendê-lo; sem perder o jogo de cintura, claro, porque senão vira baderna – mas só por ele você é capaz disso tudo.