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terça-feira, 27 de abril de 2010

Façam campanha. Façam música!



Quero deixar bem claro que admiro a criatividade dos marketeiros que produzem as campanhas políticas em época de eleição. Tão criativos que, além de embutir aqueles jingles horríveis em nossas cabeças, conseguem mesmo que memorizemos tudo que é dito naqueles malditos.

É assim: eles escolhem melodias de músicas conhecidas e bastante cantadas em épocas passadas. É! Épocas passadas mesmo. Porque a maioria delas não toca em rádios há tempos. Aí vai. Fazem uma letra que diz que o cara é trabalhador, honesto, a solução de todos os problemas da população e diz o número. O mais importante: o número! Aqueles números, durante toda a eleição, estarão vibrando em nossas mentes juntos com as musiquinhas.



O que realmente me faz crer que a profissão desse pessoal merece mesmo prêmios e mais prêmios. É que, quando passa a eleição, o político é eleito ou não, as músicas param de tocar, as melodias voltam para os seus lugares e....que lugares? Pois é, não sabemos mais cantar as músicas originais. Isso mesmo! Esquecemos! E tudo que fica é aquela sonoridade que vem, impreterivelmente, acompanhada de um número. Ahrrrrrrrr!

Reverências aos marketeiros, publicitários, relações públicas, jornalistas, sei lá. Parabéns de verdade! Até porque, me consola saber que vocês sentem o mesmo que eu, que eles. Agora, dêem um tempo e até a próxima campanha. E vão ouvir música seus danadinhos.

Do meu amor

Algumas pessoas vivem dizendo buscar o amor. Sempre o amor! Todos procuram encontrar felicidade em um ‘alguém’. Quem? Que estranho. Nascemos sozinhos, crescemos para o mundo e tem gente que só pensa a felicidade com outra pessoa. Mas nascemos com o amor, para o amor. Amor este que não precisa ser doado a outro pra ser chamado “o sentimento mais nobre do mundo”.

As várias definições do amor são propagadas mundo afora com a minha cara, a sua cara, não com a cara dele mesmo. Amor é aquilo que você tem de mais precioso. Ou não. Mas aquilo que, julgo eu, deva ser dado apenas a alguém que o mereça muito.

E quem melhor que você mesmo? Engraçado, né? Mas é isso. Eu, por exemplo, me amo tanto que não sei se seria boa a ideia de amar você. Amo até demais. A todos os seres que me causam admiração. Mas, amo o suficiente pra mostrar-lhes que o meu amor maior me faz ser assim.




Tem gente que busca em alguém o remédio pra solidão na companhia desse ser qualquer. Qualquer? Que é isso! Se é qualquer, não pode ser amor. Te digo que qualquer coisa há de ser encontrada em qualquer um. Amor, não.

Encontra-se sexo, diversão, conversas, afinidades, brincadeiras, risadas. Amor mesmo, só em si próprio. O ser humano é um ser plural. Sim, ele é social. Relações são construídas em sociedade. Já amor, é coisa só sua. De mais ninguém.

Se há alguém pensando que isso pode ser um discurso infeliz de alguém que nada sabe sobre o amor. Digo apenas que é algo que me toca apenas pelo fato de haverem pessoas vivendo fantasias insanas pelo medo absoluto de serem sozinhas. E o que é solidão? Não sei. Porque da solidão nada conheço. Desde que me entendo por gente, sempre estive acompanhada de mim. Não importa quem esteja ao meu redor mas, eu mesma, nunca estive só.