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terça-feira, 27 de abril de 2010

Façam campanha. Façam música!



Quero deixar bem claro que admiro a criatividade dos marketeiros que produzem as campanhas políticas em época de eleição. Tão criativos que, além de embutir aqueles jingles horríveis em nossas cabeças, conseguem mesmo que memorizemos tudo que é dito naqueles malditos.

É assim: eles escolhem melodias de músicas conhecidas e bastante cantadas em épocas passadas. É! Épocas passadas mesmo. Porque a maioria delas não toca em rádios há tempos. Aí vai. Fazem uma letra que diz que o cara é trabalhador, honesto, a solução de todos os problemas da população e diz o número. O mais importante: o número! Aqueles números, durante toda a eleição, estarão vibrando em nossas mentes juntos com as musiquinhas.



O que realmente me faz crer que a profissão desse pessoal merece mesmo prêmios e mais prêmios. É que, quando passa a eleição, o político é eleito ou não, as músicas param de tocar, as melodias voltam para os seus lugares e....que lugares? Pois é, não sabemos mais cantar as músicas originais. Isso mesmo! Esquecemos! E tudo que fica é aquela sonoridade que vem, impreterivelmente, acompanhada de um número. Ahrrrrrrrr!

Reverências aos marketeiros, publicitários, relações públicas, jornalistas, sei lá. Parabéns de verdade! Até porque, me consola saber que vocês sentem o mesmo que eu, que eles. Agora, dêem um tempo e até a próxima campanha. E vão ouvir música seus danadinhos.

Do meu amor

Algumas pessoas vivem dizendo buscar o amor. Sempre o amor! Todos procuram encontrar felicidade em um ‘alguém’. Quem? Que estranho. Nascemos sozinhos, crescemos para o mundo e tem gente que só pensa a felicidade com outra pessoa. Mas nascemos com o amor, para o amor. Amor este que não precisa ser doado a outro pra ser chamado “o sentimento mais nobre do mundo”.

As várias definições do amor são propagadas mundo afora com a minha cara, a sua cara, não com a cara dele mesmo. Amor é aquilo que você tem de mais precioso. Ou não. Mas aquilo que, julgo eu, deva ser dado apenas a alguém que o mereça muito.

E quem melhor que você mesmo? Engraçado, né? Mas é isso. Eu, por exemplo, me amo tanto que não sei se seria boa a ideia de amar você. Amo até demais. A todos os seres que me causam admiração. Mas, amo o suficiente pra mostrar-lhes que o meu amor maior me faz ser assim.




Tem gente que busca em alguém o remédio pra solidão na companhia desse ser qualquer. Qualquer? Que é isso! Se é qualquer, não pode ser amor. Te digo que qualquer coisa há de ser encontrada em qualquer um. Amor, não.

Encontra-se sexo, diversão, conversas, afinidades, brincadeiras, risadas. Amor mesmo, só em si próprio. O ser humano é um ser plural. Sim, ele é social. Relações são construídas em sociedade. Já amor, é coisa só sua. De mais ninguém.

Se há alguém pensando que isso pode ser um discurso infeliz de alguém que nada sabe sobre o amor. Digo apenas que é algo que me toca apenas pelo fato de haverem pessoas vivendo fantasias insanas pelo medo absoluto de serem sozinhas. E o que é solidão? Não sei. Porque da solidão nada conheço. Desde que me entendo por gente, sempre estive acompanhada de mim. Não importa quem esteja ao meu redor mas, eu mesma, nunca estive só.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Debatendo os Gays


Aí, consegui parar um minuto pra assistir à nova programação da MTV (O Canal dos Ovos de Ouro), começando pelo MTV Debate. Gosto do formato do programa. Só acho curto, levando em consideração os bons temas abordados. O assunto do dia era: Direitos dos Gays. Com base nas mudanças que o Governo quer fazer no texto tocante aos direitos humanos do seguimento. Ora, ora...já dava pra imaginar que a coisa ia ser séria.

Presentes à mesa: uma juíza (que escrevera um livro em defesa do assunto), um travesti (professora concursada), um jovem ativista do movimento gay, o representante (homofóbico) de um órgão evangélico, um estudante universitário e um sociólogo. Foi engraçado ver como um assunto – hoje tão bem discutido em várias esferas da sociedade – ainda mostra tanta resistência, impasse, ignorância e certa imbecilidade. Sim, porque não se trata de direitos gays, e sim de direitos humanos. Ou seja, cabe a todos os cidadãos brasileiros. Não precisa haver discussão sobre. A palavra é: Ação.

O problema do Brasil não está no texto apenas, é a educação que falta. É a falta do cumprimento das leis que torna os crimes impunes. Os números gritantes quanto a crimes de ódio cometidos a gays é algo assustador (por sinal, no programa, o homofóbico presente estava sempre rebatendo os números. Julgando-os mentirosos). O Brasil vive uma guerra civil, pois a violência atinge a todas as camadas da sociedade. Obviamente que, quando o assunto é homossexualismo, impera um “dó” maior por se tratar de minoria (se bem que tá crescendo...).

Mas, não há como negar que, mesmo após tantos avanços, ainda há crimes de racismo, preconceito por distinção de classe, homofobia e outros mais. O brasileiro é preconceituoso, mal educado, mal criado. É aí que o Governo tem que agir. Educação é a palavra da busca. Incessante pelo sentido de traduzir a maior necessidade de uma nação que deve aprender o que é respeito desde o trato com o porteiro do condomínio de luxo (seja ele gay ou não). Leis são necessárias para fazer a ópera soar bonita. Pra consolidar que essas classes existem e que precisam regulamentar seus direitos. Mas, além de existirem, precisam ser aplicadas, corrigidas, e, acima de tudo, cumpridas. Coisa cada vez mais difícil.

E por falar em preconceito, acredito que o sistema de cotas para negros traduz isso. Que os negros do Brasil precisam de um artifício judicial para considerá-los capazes de competir uma vaga com uma pessoa de cor branca. Ou seja, o branco aqui é mesmo superior ao negro? Intrigante! Acredito que cotas para estudantes de escolas públicas são válidas porque reconheço a inferioridade na qualidade do ensino. Porém, isso dá ao Governo a chance de, ao invés de melhorar as escolas, permitir as cotas e continuar sem investir na educação. Uma espécie de “cala a boca”.

Sim, voltando ao debate...Além da violência contra gays, foram discutidos os direitos de casais e adoção. Ainda não existem leis que regulamentem pensão e partilha de bens do cônjuge em caso de morte de uma das partes. Isso é importante por existirem casos de uniões estáveis e reconhecidas inclusive pelas famílias. O que, na minha opinião, imprime a maneira mais concreta de casamento. Portanto, com direitos a ambos. No tocante à adoção, ainda é um tema que embaralha meus pensamentos. Não por achar que família se constitui de pai, mãe e filhos. Essa é a forma mais imoral de tornar a todos infelizes. Pois, de nada adianta à vida de uma criança que é criada sob a pirâmide convencional da família sem ter seus direitos respeitados. O que acontece, e muito, no Brasil. Sem contar os casos de estupros, agressões, por pais e mães heterossexuais. Vale lembrar que, num país onde uma criança é jogada do 7º andar por uma dupla constituída por pai e madrasta, não pode determinar referência de estrutura familiar. Ainda não sei como deveria se tratar essa coisa da adoção... Mas isso só poderá ser discutido quando gays forem reconhecidos, ou seja, lá na frente. Ainda há muita polêmica a seguir.

Enfim, o debate foi curto, mas rendeu assunto à beça. O que importa é chamar o assunto a público mesmo. As pessoas ainda usam a homofobia como forma de defesa. Isso é perigoso! As ações governamentais precisam intervir diretamente na educação, punição ao desrespeito ao próximo. Vindo de qualquer esfera social. Isso dará a gays, heteros, negros, brancos, ricos e pobres, deveres iguais. E, quando os deveres atingem a todos num mesmo patamar, a garantia dos direitos está intrínseca de maneira sutil e automática. Espero viver o suficiente pra assistir um desses debates contarem a evolução do país. Relembrando as lutas e vibrando com as vitórias.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vergonha do meu tabaco

Com o perdão do trocadilho, expresso agora minha terrível vontade de fumar, misturada à necessidade extrema de cancelar de vez o tabagismo. Tenho inúmeros exemplos de momentos em que me vi envergonhada com o fato de ser fumante. Como nos lugares onde tenho me recolher à margem (fumódromos mal cheirosos) para acender o maldito. Perto de minha filha ou de amigos não fumantes, que só mesmo a amizade, pra fazê-los tolerar toda a fumaça. Onde nem o perfume mais caro que eu use é suficiente para amenizar o odor dos cabelos, mãos, roupas... São muitos os momentos em que desejo mandar o cigarro pra a P****Q P***u.

Tudo começou quando eu, ainda adolescente, quis iniciar o mau hábito na esperança de emagrecer. Gente! Baseada em quê pensei isso???? Nem eu lembro. Aí, comecei a gostar. Pronto! Foi o suficiente pra entrar pra vala podre da sociedade. Hoje, mãe, me sinto um lixo por fumar e pegar minha filha nos braços com “aquele cheiro”. As únicas ações que me fazem mais consciente do crime que cometo à minha pequena são: Nunca fumar perto dela (ela jamais me viu fumar)! Sempre escovar os dentes e lavar as mãos após o uso do danado. Não permitir que fumantes cheguem perto dela com aquilo aceso...Atitudes mínimas. Já que sei que só mesmo PARAR acabaria com o mal que causo a ela.



Um momento especial me fez reiterar meu desejo por PARAR DE FUMAR: Estava com amigos em um ambiente “natural”, quando percebi que quase todos os presentes gostavam da cannabis. Pois bem. Todo mundo fumando seu baseado e, eu, com a porra do cigarro aceso. Me senti tão mal. Era a única que poluía o ambiente. Não quero com isso fazer apologia ao uso da maconha, que tem seus efeitos colaterais e também é maléfica, sim (não vou discutir a respeito). Mas dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), comprovam que 200mil pessoas morrem, por ano, no Brasil, em decorrência do uso do cigarro. Absurdo, né? É. E fazer parte dessa estatística me assusta e muito. Ah, também notei que muitos usuários da maconha não gostam de cigarro. A começar pelo cheiro (sem comparações).

Fora isso, fumar envelhece, acaba com neurônios, suja as ruas, não é bonito, espanta namorado (a)... Enfim, existem inúmeras razões para chamar isso de feio. Afffffff. Confesso que sinto necessidade da nicotina. Já houve momentos que, só em saber que não havia levado cigarro na bolsa, me bateu o desespero. Tipo: E agora, se der vontade, o que vou fazer? Ai, ai, ai....meu Deus...não aprendi isso no catecismo. Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrgggggg!

Agora, cá estou eu. Louca pra abandonar de vez o tabaco e olhando pra cara dele. Só esperando acabar esse texto pra acender o último do dia. Pode? Não! Não POOOOODE! Ok! Já que tornei público meu comprometimento social com a poluição do meio ambiente e, consequentemente, a destruição do mesmo, prometo tentar acabar com isso o quanto antes.

Aos não fumantes, minha eterna admiração. Uma salva de palmas pra vocês! ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ Não se deixaram levar por modismos, ditos populares, comerciais de TV...

Espero que, cada vez mais, fumantes como eu, sejam proibidos de fumar em ambientes públicos, ruas, calçadas, etc. Assim, seremos obrigados controlar e, quem sabe, eliminar de vez esse vício maldito na base da pressão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cala a boca, Chávez!!!



Que o presidente da Venezuela é um populista antidemocrático, todo mundo já sabe. O que não entra na minha cabeça é como um cara desses se mantém no poder por tanto tempo, governando seu país de maneira escrota e não há ninguém com autonomia pra dar um basta nisso tudo. A última dele foi acabar de vez com a RCTV – emissora de TV que já tinha sido caçada por ele no canal aberto e, mesmo migrando para o a cabo, não escapou do autoritarismo do El Supremo. Puta que pariu...

O que aconteceu foi que a emissora – quando ainda fazia parte da rede fechada – negava-se a transmitir os intermináveis discursos do poderoso chefão. Imagina se ele deixaria isso barato! Foi lá e POW...acabou com tudo. Ouvi dizer que o presidente fala sem parar na TV. Todos os dias! Quando não é o “cara”, é jogo de baiseball. Tô passada! O feito do senhor supremo deixou um saldo de duas mortes, que aconteceram durante um protesto da população contra a arbitrariedade de Chávez.

Mas não se preocupem! Isso não o impede de dormir. Já anunciou que – se o povo quiser – pretende assumir mais 11 anos de mandato. Ou seja, 22 anos de repressão. É a ditadura Chavista tomando conta de tudo. Aliado a Bolívia, Cuba e Nicarágua, Hugo está mais preocupado em ajudar os “Países Amigos”, do que resolver os problemas de sua nação. Tais como: a falta de energia (sim, porque vai dar colapso; vai dar mesmo.), a desvalorização da sua moeda e a inflação – que só cresce. E aí, Chávez?
Fala alguma coisa agora. A-GO-RA!



Aí, não entendo como é que ele, tão antiamericanamente, conseguiu discursar que os EUA tinham provocado o terremoto que devastou o Haiti. Esse cara tem religião, crença, medo do inferno. Alguma coisa? Sim, porque vai mentir assim na casa de ... Putz! E as “viagens” dele não acabam por aí. Ultimamente, quando questionado sobre a estiagem que só vai piorar a situação da Venezuela, ele disse que ia pedir ajuda a Fidel e...fazer chover no país. Pode? Não, não pode!
– Cala boca, Chávez! Você me deixa loooouca!!!

Então, vamos lá...A Venezuela precisa de chuva, os Estados Unidos podem causar até terremoto. Sendo assim, que tal, Chávez, pedir uma ajudinha pros americanos levarem chuva à Venezuela? rsrsrsrsrsrsrs

Portanto, desejo aos venezuelanos – calados - muita chuva, petróleo, menos inflação, liberdade, força e...uma faixa bem grande na boca do Chávez.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aprendendo com o Maneco.



Bom, sempre que dá, acompanho a novela das 21h da Rede Globo, Viver a Vida. Já tem um tempo que o folhetim está no ar e, como toda obra de Manoel Carlos, tem de um tudo lá. Assuntos polêmicos, famílias, amores, gente rica e bonita...

Então, pra quem diz que novela não tem nada a ensinar, vou ter que discordar por motivos nada convencionais. Tipo...em Viver a Vida, aprendi como trair meu marido! Sim, porque a Betina tem nos dado muitas dicas de como fazê-lo (tudo bem que ela nem usufruiu dos momentos, AINDA). Que boba! Aprendi a ser uma piranha cheia de direito.

A Dora é uma descarada, que consegue transar com um cara estranho, ficar grávida dele (no século 21), descobrir que ele é casado - com a amiga que a acolheu. Transar com ele de novo (na cama da amiga) e, ainda, aproveitar-se da vida mansa que a Helena oferece. É, ela não é mole. Ai, ai, ai, onde chegamos?!

Tem mais! Com a mesma Dora aí de cima, tirei lições de como NÃO CRIAR UM FILHO. Não existe coisa mais chata do que ver aquela pirralha mal educada, intrometida e aspirante a precoce no ar. Aprendi que não basta ser bonzinho, tem que ser engraçado também. Porque a Luciana conseguiu se apaixonar por um cara que é igual ao seu namorado, mas a diferença entre eles é que o namorado é chato e o gêmeo é engraçado. Difícil isso!!!!


Descobri que aquela frase é verdade: “Bonzinho só se fode.” Porque quanto mais a Helena (Chatice Araújo) faz o bem, mas a turma apronta com ela. Que marido desgraçado... Hoje tenho ainda mais certeza de que as “ex” são as únicas que conhecem os “ex maridos”. Sim, porque a Tereza alertou a Helena sobre os maus hábitos do Marcos. Tá vendo, não acreditou?! Se f**eu.

Aprendi que, pra roubar o marido canalha da minha prima, só preciso encontrar um marombado burro e chamá-lo de namorado. Aí, o primo vem correndo como doido atrás de mim. Ai, detesto a dupla Malú e Gustavo! Arhrhrhrhrhrhr! Sem contar que ele também já tá na mão da empregada da casa.

Enfim, acho que por hoje acabou. Não quero ofuscar os aprendizados que considero mais frutíferos. Como o bom humor da Luciana (convenhamos que nem poderia ser diferente); a dedicação da Tereza, que dá a maior força pra filha; o romantismo do namoro entre a fofa, Clarice, e o “mais velho”, Bernardo (se bem que com a sensualíssima Alice em jogo, ele a ninfeta tão perdendo ibope). Tem muito mais...AFFF

Bom, na verdade, acho que não quero aprender mais nada, não. É...porque se eu aprender mais alguma coisa, vou acabar morrendo preta no inferno. Eu, hein?!

Aquele Vestido...




Uma verdadeira polêmica! Foi o que provocou a estudante universitária, Geisy Arruda, ao trajar um curtíssimo vestido rosa em um dia de aula “normal” numa universidade de São Paulo.

Alunos da instituição sentiram-se insultados com o figurino da moça, e hostilizaram-na usando de xingamentos em protesto ao feito. Enfim, palavras que faziam referências à profissão de garota de programa foram ecoadas pela universidade, causando um constrangimento tão grande à aluna, que foi necessária a intervenção da polícia para a sua retirada do prédio.

Então eu pergunto: - Quer dizer que garotas de programa não podem frequentar universidades? Não que esteja afirmando que a mesma seja. Mas não sei onde estaria o problema se fosse. Afinal, uma garota de programa pode, sim, querer fazer faculdade, mestrado, doutorado...o que for. Não existe nenhum crime nisso. Não acham? No Brasil, os crimes são outros. Bem maiores.

Acredito que as pessoas usam do conservadorismo pra ofuscar seus desejos contidos, esses sim, ocultados por questões meramente sociais. Bom, a Geisy não fez nada demais. Porém, tenho minhas reservas quanto a repercussão do caso.
Acho que o Brasil precisa visualizar mais os problemas sociais existentes nesta linda nação, em vez de dar ênfase a assuntos pequenos. A imprensa brasileira deu, simplesmente, o título de “celebridade” a essa moça. A sortuda conseguiu fazer outro cabelo, corpo, boca...enfim, o escândalo lhe rendeu bons lucros. Não compreendo como o Fantástico (referência semanal da Rede Globo) pôde encaixar uma matéria sobre os figurinos e a nova vida da Geisy. Ridículo!

A garota disse ter recebido doações de salões de beleza para melhorar as madeixas louras; lipoesculturas para definir as curvas de seu corpo e, desde então, não sai mais de casa sem estar produzida.

Bom, um terremoto praticamente acabou com o Haiti. Encontramos dificuldades de enviar alimentos, água e pessoas para ajudar na reorganização de uma nação de desesperados. Enquanto que, no Brasil, basta estar seminua pra conseguir doações e elevar a auto-estima. Ai, meu Brasil, sinto tanta vergonha! Até quando vamos fingir que não somos capazes de ser um país sério, organizado, solidário, hein?!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ela subiu a serra



A história que vem agora trata de uma mulher aventureira, que queria subir uma serra sozinha. Pra dar seguimento a este feito, estava devidamente equipada para o surgimento de qualquer contratempo. Assim, seguiu com duas mochilas pesadas, mãos ocupadas e... pernas, muitas pernas pra dar aos quilômetros que precisaria percorrer.

Um grupo de amigos também seguia a mesma viagem. Porém, cada um com suas artimanhas pra tornar a caminhada mais confortável. Alguns de carro, moto, pouca bagagem, enfim, todos no mesmo movimento. Ela tinha a ideia fixa de seguir “sozinha”. Ou seja, em grupo, mas individualmente.

Sempre que alguém precisava de ajuda, ela tinha uma solução. Água, remédio, curativo, tudo. Também, com toda aquela bagagem, podia até montar um pronto socorro (rsrsrsrsrsrsrs). As pessoas pediam pra carregar suas malas, dar uma carona...tentavam ajudar de todas formas. Mas ela – com sorriso largo – dizia: - Tá tudo bem! Pode deixar. E se passavam mais uns metros...

A moça parecia mesmo satisfeita com o trajeto. Quando alguém passava por ela, acenava dizendo: - Nos encontramos lá em cima! Às vezes, cansada, parava um pouco. Recuperava as energias e seguia. Pensando consigo, comentava: - Tá cansativo, mas emocionante. Tô louca pra chegar lá em cima.




O verdadeiro objetivo dessa “viagem”, era dar a si mesma o direito de enfrentar as dificuldades com a própria força. Era mostrar pra ela mesma o potencial que tinha de vencer, ainda que sem ajuda. Muitas coisas refletiam esse momento pra ela. O desejo da moça “solitária” nada mais era do que chegar lá em cima. Não importasse o tamanho dos tropeços. O histórico de toda uma vida estava resumido naquele percurso. Cada passo representava um dia mal vivido. E seguia...com rumo certo. Esperando a hora do desabrochar de uma nova descoberta em torno de si mesma.

Algumas pessoas a viam como pessoa orgulhosa, por não pedir ajuda. Outras questionavam o tamanho da teimosia; havia também quem não acreditasse que seria capaz. E tinha aquelas que só admiraram a superação daquela mulher.
E enfim, acabou a caminhada! No topo da serra, ela olhou pra tudo aquilo e disse: -

Isso tudo aqui é meu! Valeu! Os ombros doloridos, mãos feridas, pés calejados, foram a prova de tudo aquilo que conseguiu fazer sozinha. Foi o verdadeiro sentido do potencial existente nela.
Sem fazer nenhuma menção ao individualismo despropositado, sentou-se junto aos amigos e deu graças por terem esperado por ela e estarem presentes num momento tão importante de sua vida. Onde se descobriu mais forte do que ela mesma.

E lá estava ela! Pronta pra outras...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Queijo com doce de banana?!



Sim, é com queijo coalho e doce de banana que um grupo de amigas “loucas” termina uma noite animada, acompanhada de muitas, muitas risadas...

Sair à noite com amigas é uma coisa muito interessante, apesar de ser considerado banalidade (já que todo mundo gosta de sair à noite). O engraçado é quando elas combinam de não dar importância à praticamente NADA e tudo se tornar uma grande festa, cheia de balões coloridos, gargalhadas infinitas, enfim, pura diversão. Ai, ai, ai...lá vai!!!!

E foi assim... Programa combinado, hora marcada, estratégia traçada e...MUNDOOOO: aguardem, elas estão chegando. kkkkkkkkkkkkkkkk

É mais que natural observar que, onde há mais de uma pessoa, há também características, personalidades que diferenciam uma da outra e, consequentemente, seja atrativo para outras pessoas. É assim que o grupo aumenta, fica ainda mais gostoso e, do mesmo modo, as coisas ficam mais movimentadas.



Tem sempre aquela pessoa mais reservada, a falante, a frágil, medrosa, saidinha, divertida, a palhaça...enfim, todas as características possíveis no mundo, são encontradas no meio do caminho. Isso faz muita diferença.

Então, são momentos onde os abraços são “FORTES”, quedas são engraçadas, pessoas são constantemente questionadas e chamadas ao debate, a criatividade vai lá em cima quando começamos a pensar umas sobre as outras; como deveria se comportar em tal momento, coisa e tal. Enfim, essas são algumas das poucas justificativas para tudo se tornar mais interessante do que parece; mais divertido do que se imagina. Amigos, colegas, parceiros, desconhecidos, todo mundo no mesmo movimento. Só pra trazer boas lembranças. E é assim, mais uma noite, recheada de lua e boas companhias.

P.S.: O queijo coalho com o doce caseiro de banana foi experiência nova (aprovada). Sobremesa pra encerrar a noite – que já trazia o dia (rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Como nossos pais...



Quando somos jovens, sempre buscamos uma maneira de contrariar o “convencionalismo” dos nossos pais. Isso implica em dar com a testa bem no meio da parede na maioria das vezes. Ai, como fui boba. Hoje, tenho até vergonha de lembrar certas coisas que fiz justificando que era a favor da minha “liberdade de expressão”. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Porra nenhuma, era idiotice mesmo!!!

Aí, os pais, pra limitarem os problemas, dizem: “Quando você for mãe/pai, você decide o melhor pro seu filho à sua maneira”. Quem não lembra disso, hein?! Eu lembro muuuuuito bem.

Então eu cresci, jurando estar em plena condição de guiar toda minha vida sozinha. Ora, já passei por muitas coisas, aprendi muito, convivi com pessoas diferentes, me tornei mamãe, já sei me virar. KKKKKKKKKKKK Me virar, nada!!!!!!

Hoje, já adulta, com responsabilidades de gente grande de verdade, me dou conta que meus pais continuam sendo aqueles que sempre fizeram as melhores escolhas pra mim. Obviamente, que meus desejos sempre foram respeitados por eles (que são os melhores do mundo). Mas, mesmo assim, reconheço que só sei mais do que eles no que diz respeito à minha filha. Afinal, o curso é esse mesmo.

Acho que sei o que é melhor pra minha filha pelo simples fato de ser a MÃE dela. E julgo pela crença. Porque ela também pode pensar que sou completamente louca. Já os meus pais, continuam pensando que sabem o que é melhor pra mim. Porque sou mãe, mas nunca deixei de ser filha. E, pessoalmente, preciso expressar que eles estão cobertos de razão. Sim, porque o tanto de merda que já fiz nessa vida – pensando com a minha cabeça “madura” – não foi pouco, não. Eu assumo. Assumo mesmo!

E fica assim...é como eles que quero ser. É a eles que agradeço as melhores coisas da vida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aos meus queridos amigos!



Aos amigos desejo apenas tê-los comigo ao longo de toda a minha vida. São eles, os poucos grandes, que me motivam, exaltam, apóiam sempre. É por serem quem são, que quero nunca decepcioná-los. É pelas estórias que vivemos que quero sempre repeti-las. É só pelas vidas que temos em comum, que quero lembrá-los, através de alguns caracteres, do quanto os amo.

Em muitas ocasiões, de pesos diferentes, estive sempre ladeada por eles. Foram lágrimas, gargalhadas, tropeços, acertos, derrotas e vitórias. Amigos são aqueles que compartilhamos tudo. E meu TUDO não é pouco, não, viu? Kkkkkkk

Os nomes não são necessários, porque cada um sabe, sem medo de errar, onde estão. Aquele que sempre me ouve na hora do desespero. De madrugada, feriado, fim de semana... Aquele que sempre me acompanha nas horas difíceis – para todos os lugares onde fui, vou, irei... Aquele que sabe TUDO a meu respeito e tá sempre preparado pra saber MAIS... Aquele que aguenta até meus porres, me traz em casa, escuta as lamúrias da vida, contorna as gafes...(foram tantas) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Amigos são vocês, onde quer que estejam, lembram sempre de mim. Mesmo longe, fazem sinal de fumaça pra dizer que estão vivos. E estão mesmo! Meu coração bate forte por vocês. Amigos são vocês, que me entendem no olhar; no MSN (rsrsrsrsrsrsrsrs); no sumiço repentino; que perdoam a ausência; que não se limitam aos telefonemas não dados; que elogiam um passo certo; questionam o errado, sem receios, porque sabem que a gente se entende sempre.

Amigos são vocês que aconselham; pedem opinião; aceitam o sermão; não julgam nunca, não. É você aí, que sabe a importância que tem em minha vida. Na minha formação como ser humano e que me permite construir a tua vida junto com você. É você que me diz num sorriso como é bom sermos amigos. É você, que me deseja muitos anos de vida, pra que nossa amizade tenha todo esse tempo pra correr.

São as gaiolas lacradas de amor que damos uns aos outros. Disso, jamais esquecerei. Das lições que tiramos juntos...Do que nos tornamos juntos...
Como meu lema hoje em dia é: Dizer o quanto amo a quem amo enquanto viva. Digo a vocês: Eu os AMO DEMAIS! Desejo que me aguentem até o fim dos nossos dias, porque não suportaria acabá-los sem vocês.

P.S: Reitero que qualquer um que ler este singelo texto, saberá onde me toca.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sex and Love and Freedom



Sexo pode ser um tabu pra muitas pessoas. Mesmo sabendo que o mundo hoje gira em torno da sensualidade emanada de um ser pra outro, ainda gera conflitos familiares, sociais, enfim. Porém, é preciso entender que, como hoje em dia as pessoas vivem em busca de um par para a felicidade, é natural que o sexo seja incluído na lista de critérios. Porque amor lindo com transa ruim não combina mais.

Hoje em dia, é mais fácil procurar alguém que se encaixe em todos os sentidos com você, a ter a fantasia de que, mesmo com uma noite ruim, os dias serão perfeitos. Porque não serão mesmo! Com a facilidade em experimentar vários tipos de relações, as pessoas querem testar, além da educação, inteligência, bom gosto, carinho, e todas essas coisas bonitas de um romance, o sexo.

E por que não?! Se a partir da liberdade sexual, até as mulheres puderam se entregar aos desejos carnais? Claro que isso influi muito. Hoje em dia, se a mulher não estiver satisfeita na cama, não vai procurar um garoto de programa e, sim, um novo companheiro. Não estou defendendo a promiscuidade, mas a liberdade de escolha para a felicidade de cada um.

O sexo começa quando você conhece alguém. Essa pessoa mostra que está interessada em você e vice-versa. Então, vocês começam a conversar, trocar ideias e perceber pontos em comum. Depois dançam, bebem, comem, riem e continuam se dando bem. A pergunta que não para de martelar na cabeça de nenhum dos dois é: “Será que vai rolar hoje?” O quê? O sexo, claro! Em alguns casos, rola rápido, outros deixam para os próximos encontros.

Quando rola no primeiro, se for bom, eles irão se ver outras vezes. Se for ruim, já é suficiente para deixar pra lá e só procurar de novo quando não tiver outras opções. Se já aconteceu comigo? Claro! Em alguns casos, nem cheguei ao fim dos testes, porque durante a conversa, a dança, a bebida...já senti vontade de vomitar. Então, prefiri parar por ali. Bom, mas também já rolou legal, e a noite foi maravilhosa.

Não quero defender as relações de cortesia, mas dizer que hoje em dia os casamentos podem durar mais tempo felizes que os de antes. E quem me disser que, em pleno século 21, casa obrigado, vai levar um tapa no bumbum. Porque podemos desfrutar de todas as vantagens dos futuros eternos companheiros, antes mesmo de festejar o Natal em família.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Que tal viver a vida?!


Pois é, a nova novela das 21h da Rede Globo nos apresenta mais uma das muitas histórias recheadas de “vida real” do autor Manoel Carlos. Sabemos que o enfoque dos folhetins do autor são assuntos de relevância a serem debatidos em casa, trabalho, escolas, enfim. No momento, o assunto é a modelo, Luciana, que após sofrer um acidente, vê-se tetraplégica em pleno decolar de sua carreira. Muito difícil discutir sobre. Afinal, existem visões bastante diferentes sobre como lidar com essa situação. Percebemos isso na novela. A mãe se comporta de uma forma, alguns amigos de outra, pai, namorado, irmãs, e coisa e tal.

O que, na verdade, me chamou a atenção, foi a maneira como a qualidade de vida da personagem é abordada. Entendo que todas as pessoas naquela situação, tenham que passar pelos processos de adaptação, que começam com a aceitação daquilo tudo, o medo do preconceito, a sensação de invalidez, tudo que assistimos a Luciana passar. Até aí, tudo bem, a estória foi bem desenrolada.

Só começo os questionamentos no tocante ao dia-a-dia de uma pessoa tetraplégica. Ora, sou brasileira, mãe de uma criança que nasceu com necessidades especiais – por isso é dependente de cadeira de rodas para locomoção – também conheço casos parecidos e sei bem que a coisa não funciona tão “bonitinha” como mostra a novela. Por que digo “bonitinha”? Vou explicar...

Não é a realidade da maioria das pessoas na condição de tetraplégica que tem uma família com condições financeiras de adaptar a casa onde mora pra receber o ente; não é a realidade dessas pessoas terem motoristas à postos para levá-las aos médicos e passeios; não é a realidade da maioria dessas pessoas terem um carro onde a cadeira de rodas pode ser levada sem precisar maiores esforços; não é a realidade dessas pessoas que enfermeiros e terapeutas estejam à disposição para os cuidados e o avanço dos pacientes; não é a realidade dessas pessoas que a única preocupação seja como elas vão descer a escada do apartamento cobertura para jantar com a família; não é a realidade dessas pessoas que elas possam escolher morar numa mansão que oferece maior conforto para elas, entre outras coisas.

Entendo, claro, que a novela serve pra chamar o debate. Não é necessária a exploração de um sofrimento excessivo porque isso iria, talvez até, diminuir a audiência. Só é seguida porque é novela. E em novela, no final, tudo tem que dar certo. Mas acho que preciso comentar o que é fato diante dos meus olhos. Nada pode ser tão trágico que chegue a ser bonito. Claro que toda tragédia traz lições (sei disso muito bem), são tristezas e alegrias; lágrimas e sorrisos; perdas e ganhos. Sempre assim. Mas não dá pra não citar o mundo cor de rosa da Luciana. Sem falar que ela ainda tem os gêmeos (lindos) brigando por ela, né? Ah, Maneco, assim já é um exagero do tamanho do mundo. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

Não quero tirar o encantamento pela novela. Gosto de novelas. Essa possibilidade que a novela nos dá de viver o real dentro do irreal é encantadora, mas, por trás das câmeras, as “Lucianas” não vivem esse glamour.