
Uma verdadeira polêmica! Foi o que provocou a estudante universitária, Geisy Arruda, ao trajar um curtíssimo vestido rosa em um dia de aula “normal” numa universidade de São Paulo.
Alunos da instituição sentiram-se insultados com o figurino da moça, e hostilizaram-na usando de xingamentos em protesto ao feito. Enfim, palavras que faziam referências à profissão de garota de programa foram ecoadas pela universidade, causando um constrangimento tão grande à aluna, que foi necessária a intervenção da polícia para a sua retirada do prédio.
Então eu pergunto: - Quer dizer que garotas de programa não podem frequentar universidades? Não que esteja afirmando que a mesma seja. Mas não sei onde estaria o problema se fosse. Afinal, uma garota de programa pode, sim, querer fazer faculdade, mestrado, doutorado...o que for. Não existe nenhum crime nisso. Não acham? No Brasil, os crimes são outros. Bem maiores.
Acredito que as pessoas usam do conservadorismo pra ofuscar seus desejos contidos, esses sim, ocultados por questões meramente sociais. Bom, a Geisy não fez nada demais. Porém, tenho minhas reservas quanto a repercussão do caso.
Acho que o Brasil precisa visualizar mais os problemas sociais existentes nesta linda nação, em vez de dar ênfase a assuntos pequenos. A imprensa brasileira deu, simplesmente, o título de “celebridade” a essa moça. A sortuda conseguiu fazer outro cabelo, corpo, boca...enfim, o escândalo lhe rendeu bons lucros. Não compreendo como o Fantástico (referência semanal da Rede Globo) pôde encaixar uma matéria sobre os figurinos e a nova vida da Geisy. Ridículo!
A garota disse ter recebido doações de salões de beleza para melhorar as madeixas louras; lipoesculturas para definir as curvas de seu corpo e, desde então, não sai mais de casa sem estar produzida.
Bom, um terremoto praticamente acabou com o Haiti. Encontramos dificuldades de enviar alimentos, água e pessoas para ajudar na reorganização de uma nação de desesperados. Enquanto que, no Brasil, basta estar seminua pra conseguir doações e elevar a auto-estima. Ai, meu Brasil, sinto tanta vergonha! Até quando vamos fingir que não somos capazes de ser um país sério, organizado, solidário, hein?!
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